domingo, 30 de novembro de 2014

No I Domingo do Tempo de Advento

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar de galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!"

Do Evangelho segundo São Marcos
FOTO: london-attractions.info

sábado, 29 de novembro de 2014

Vigiai, para que possais livrar-nos de tudo isto que está para acontecer

O Anjo do Senhor mostrou-me a mim, João, um rio de água viva,  resplandecente como cristal, que brotava do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da praça da cidade, entre os dois braços do rio, está a árvore da vida; produz doze colheitas, uma em cada mês, e as suas folhas servem para curar as nações. Toda a maldição deixará de existir. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade e os seus servos prestar-Lhe-ão culto; verão a face e o seu nome estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus e reinarão pelos séculos dos séculos. Disse-me o Anjo: "Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor Deus, que inspira os profetas, enviou o seu Anjo para mostrar aos seus servos o que há-de acontecer muito em breve: "Eu virei sem demora. Felizes daqueles que observam as palavras da profecia deste livro."

Do Livro do Apocalipse de São João
FOTO: boasnoticias.pt

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Quando virdes acontecer estas coisas sabei que está próximo o Reino de Deus

Eu, João, vi descer do Céu um Anjo, que tinha na mão a chave do abismo e uma grande cadeia. Agarrou o Dragão, a antiga Serpente, que é o Diabo e Satanás, e acorrentou-o pelo espaço de mil anos. Precipitou-o no abismo, que fechou e selou, para que não seduzisse mais as nações, até se completarem os mil anos. Depois disto, tem de ser posto em liberdade por pouco tempo. Vi então uns tronos sobre os quais estavam sentados aqueles a quem foi dado o poder de julgar. Vi também as almas dos que tinham sido decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, assim como aqueles que não se tinham prostrado diante do Monstro e da sua imagem, nem tinham recebido o seu sinal na fronte ou na mão. Eles voltaram à vida e reinaram com Cristo durante mil anos. Vi depois um grande trono branco e Aquele que estava nele sentado. Da sua presença fugiram a terra e o céu, sem deixarem vestígios. Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono. E abriram-se os livros. Abriu-se também um livro, que era o livro da vida. Os mortos foram julgados segundo as suas obras, conforme o que estava escrito nos livros. O mar restituiu os mortos que neles estavam, a morte e a sua morada devolveram os mortos que tinham; e cada um foi julgado segundo as suas obras. A morte e a sua morada foram lançadas no lago do fogo. Esta é a segunda morte; o lago de fogo. E quem não estava escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Vi então um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. E vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo.

Do Livro do Apocalipse de São João
FOTO: pensamentos2sabios.blogspot.com

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

B. Tiago Alberione e as periferias

Celebrámos a memória litúrgica do Beato Tiago Alberione.
Muitas e muitas coisas se pode dizer deste grande do nosso mundo que tanto se preocupou incansavelmente para fazer chegar até muito longe a Palavra de Deus aos homens do nosso tempo, com os meios do nosso tempo.
Pe. Alberione intuiu que o novo meio de evangelização eram os meios de comunicação social, logo no início do séc. XX. A rádio, a televisão, o jornal, o cinema, a internet, as redes sociais e tantos outros meios auidiovisuais que permitem dar ao mundo Cristo, Caminho, Verdade e Vida. E com com evidência o fez. Com clara luz leu e compreendeu os sinais dos tempos.
E esta é a missão paulista: levar bem longe a Palavra da Vida, até aos lugares mais recônditos da Terra. Desde o Alaska, às montanhas da Austrália; dos Andes, às tundras siberianas; do Quilimanjaro ao Monte Evereste. Difundir, expandir, levar, nutrir - palavras que ao Pe. Alberione não eram estranhas.
Com razão dizia São João Paulo II que era o primeiro apóstolo da nova evangelização.
Pe. Alberione compreendeu que a Igreja não podia fechar os olhos à realidade do mundo da comunicação e da informação. Na verdade, percebeu que a Igreja tinha a responsabilidade de usar os meios de comunicação social para anunciar o Evangelho.
Num rasgo de luz entendeu que se as pessoas não vão à Igreja, então é a Igreja que vai às pessoas.
Chegar às periferias, como nos diz o Papa Francisco. Deixarmos as catedrais, os centros citadinos e ir para as ruas até às periferias bem longínquas e partir. Agarrar esta missão de levar uma mensagem de Vida e de Esperança em tempos de noite escura e agitados pelos ventos secularizados de uma sociedade que deixou de conhecer Jesus Cristo, ou nem sequer conhecer Jesus Cristo e a Sua mensagem.
Pe. Alberione era um homem com muita pressa, porque queria fazer chegar muito rápido a boa nova de Jesus Cristo. Anunciar a Palavra de Jesus Cristo era um caso para ele de extrema urgência. Era urgente fazer chegar a mensagem bem rápido a mensagem. E com razão fez utilizar todos os meios de comunicação ao alcance da humanidade. Desde a máquina de escrever, à tablet; das cartas às redes sociais, aos blogues, os mails, os microfones, as câmaras, antenas, cabos, etc... tudo, mas tudo ao serviço do anúncio do Evangelho, adequando as linguagens a cada tempo e a cada homem e mulher e a cada espaço...
É neste espírito que a Família Paulista se lança para frente para fazer chegar bem longe Jesus Cristo e a Sua palavra. Entrar em cada casa, entrar no carro, nos espaços públicos com os sons, as imagens, com os cliques, com os bater de teclados, para que na aridez do deserto de um mundo moderno sem fé, possa dar lugar a rios de água viva de uma fé que não é baloufa, mas de uma fé moderna, para falar aos homens do hoje e do agora.
É deste modo que tomaremos as palavras de Francisco. Chegar longe, as periferias para não nos pregarmos a nós, mas a Jesus Cristo e à sua Palavra. Assim seja...

jjmiguel

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Da Catedral para a Rua...

A noite que dividiu o séc. XIX do séc. XX, foi decisiva para a missão especial e espírito particular em que haveria de nascer e viver o seu futuro apostolado. Fez-se a adoração solene e contínua na Sé Catedral de Alba, depois da Missa da meia-noite, diante do Santíssimo Sacramento exposto.
Ele tinha lido o convite de Leão XIII para que se rezasse pelo século que ia começar. O Papa falava das necessidades da Igreja, dos novos meios do mal, do dever opor a boa imprensa à má imprensa, a boa organização à má organização, da necessidade de fazer penetrar o Evangelho nas massas e falava também das questões sociais.
Uma luz especial veio da Hóstia Santa, fazendo-lhe compreender melhor o convite de Jesus "Vinde todos a Mim"; pareceu-lhe compreender o coração do grande Papa, os convites da Igreja, a verdadeira missão do sacerdote. Sentiu-se profundamente obrigado a preparar-se para fazer alguma coisa para Deus e para os homens do novo século, com os quais iria viver.
Teve plena consciência da sua nulidade, e ao mesmo tempo ouviu as palavras "Eu estarei convosco até ao fim dos tempos" na Eucaristia, e ainda que em Jesus-Hóstia se podia ter luz, alimento, conforto e vitória sobre o mal.
Pensando no futuro, parecia-lhe que no novo século muitas almas generosas sentiriam o mesmo que ele sentia. Já tinha recebido confidências de alguns seus colegas do; ele com eles, todos iluminados pela luz que vinha do Tabernáculo.
A oração, após a Missa solene, durou quatro horas: rezou-se para que o novo século nascesse em Cristo-Eucaristia; para que novos apóstolos tornassem mais sãos os costumes, as leis, a escola, a literatura, a imprensa; para que a Igreja recebesse um novo impulso missionário; para que fossem bem usados os novos meios de apostolado; para que a sociedade acolhesse os grandes ensinamentos das Encíclicas de Leão XIII, especialmente acerca das questões sociais da liberdade da Igreja.
A Eucaristia, o Evangelho, o Papa, o novo século, os novos meios de comunicação social, a necessidade de uma nova de apóstolos, fixaram-se-lhe de tal modo na mente e no coração, que a partir daquele momento lhe ocuparam sempre os pensamentos, a oração, o trabalho interior, as aspirações. Sentiu-se obrigado a servir a Igreja e os homens do novo século, e a trabalhar com outros, numa organização.

Da obra autobiográfica "Abundantes divitiae gratiae suae" do beato Tiago Alberione
FOTO: daugthersofstpaul.com

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Não ficará pedra sobre pedra

Eu, João, vi uma nuvem branca, sobre a qual estava sentado Alguém, semelhante a um filho do homem, com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão. Saiu do templo outro Anjo, que clamava com voz forte para Aquele que estava sentado sobre a nuvem: "Mete a tua foice e ceifa; chegou a hora de ceifar, porque a seara da terra está madura." Então o que estava sentado sobre a nuvem lançou a foice à terra, e a terra foi ceifada. Depois saiu do templo celeste outro Anjo, que também tinha uma foice afiada. Do altar veio ainda outro Anjo, que tinha poder sobre o fogo, e gritou com voz forte para aquele que tinha a foice afiada: "Mete a tua foice afiada e vindima os cachos da vinha da terra, porque as uvas estão maduras." O Anjo lançou a foice à terra, vindimou a vinha da terra e lançou as uvas no grande lagar da ira de Deus.

Do Livro do Apocalipse de São João
FOTO:lourical.blogspot.com

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Viu uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas

Eu, João, vi o Cordeiro de pé, no monte Sião. Com Ele estavam os cento e quarenta e quatro mil que tinham gravados na fronte o nome do Cordeiro e o nome do Pai. E ouvi uma voz, vinda do Céu, semelhante ao fragor de águas caudalosas e ao ribombar de forte trovão; mas a voz que eu ouvir era também semelhante aos som de harpistas, tocando as suas harpas. Entoavam um cântico novo diante do trono e na presença dos quatro Seres Vivos e dos Anciãos. Ninguém podia aprender esse cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram resgatados da terra. São aqueles que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá. Foram resgata de entre os homens como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro. Na sua boca nunca se encontrou mentira: são irrepreensíveis.

Do Livro do Apocalipse segundo São João
FOTO: gaudiumpress.org