quinta-feira, 30 de junho de 2016

Quinta-feira da XIII Semana do Tempo Comum

“Porque pensais mal em vossos corações?” A má língua. De todos os membros do corpo temos um que talvez seja dos mais letais de todos: a língua. Vivemos de julgamentos, de preconceitos e não nos damos ao trabalho para conhecer o Outro. Temos hoje muitas imagens que não correspondem à realidade. Ficarmos pela superfície e só pelas imagens que nos são apresentadas e por aquilo que nos dizem é uma vida muito redutora. Em bom rigor, vivemos de vidas redutoras, temos muito medo de sair dos nossos espaços de conforto para ir ao encontro do Outro. Na prática não falamos com um porque é homossexual, com outra porque é gorda, com outro porque é magro, com outra porque é comunista, com outro porque é gótico, com outra porque é fascista, com outro porque é calvo e assim sucessivamente, mas não nos damos ao trabalho para perceber que por detrás de todos estes preconceitos existem pessoas humanas que pensam, que têm sentimentos, que choram e que riem com nós. Durante o séc. XX foi proibido, proibir, o problema é que este proibido, proibir resultou e caiu numa sociedade que confunde autoridade com autoritarismo e que não percebe que para que exista liberdade é necessária responsabilidade e liberdade.



jjmiguel

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Na Solenidade de São Pedro e São Paulo, apóstolos

“Apascenta as minhas ovelhas.” A Igreja convida-nos a contemplar estes dois pilares firmes nesta construção: Pedro e Paulo. Jesus deixou-lhes um mandato de ir e anunciar a Boa Notícia de Jesus Cristo que padeceu, morreu e ressucitou e que a morte deu lugar à vida, à esperança e ao Amor. Foi nisto que consistiu o seu ministério deixado por Jesus e que volvidos três milénios continuamos esse mandato de no meio de tantas más notícias, de uma mundo aos gritos, Jesus Cristo também pode ser notícia para a vida do Homem. Em boa verdade, vivemos hoje novos desafios, novas linguagens, novas ágoras que na verdade a Igreja não pode fechar os olhos, mas a Igreja aberta ao mundo novo provocado pela globalização não se pode colocar ao nível do Mundo, mas antes propor ao mundo uma mensagem clara do Evangelho de Jesus Cristo, sem medo e sem dramatismos. Os cristãos vivem com muito medo de ser uma minoria, não vejo qual é o problema... Antes uma minoria bem formada e sólida da sua fé, do que uma maioria mal formada e inconsistente e insegura da sua fé. Pedro e Paulo fizeram o mais dificil, e nós que temos tudo á nossa disposição para levar bem longe o nome de Cristo até aos confins da terra, o que nos falta? Porém, não nos percamos com verborreias, mas antes nos centralizemos no essencial da nossa missão: anunciar com a nossa vida Jesus Cristo, tudo o resto são distracções. E hoje vivemos demasiados distraídos com questões de “lana caprina.”



jjmiguel

terça-feira, 28 de junho de 2016

Terça-feira da XIII Semana do Tempo Comum

“Porque temeis?” Nós vivemos esta grande tempestade na nossa vida. Retirámos Deus da nossa vida. Muitas são as doutrinas que proliferam tentando afastar a religião da vida do Homem. O problema é que o homem acaba sempre por ir ao encontro da metafísica para dar resposta às suas perguntas últimas interiores, às quais a ciência não tem resposta. A crise que hoje nós vivemos é crise da metafísica (muitos já a esta conclusão). Durante muito tempo e actualmente continuamos e teimamos a querer explicar tudo pela luz da razão humana e tudo pela lógica do Mundo. O problema é que para explicar tudo pela óptica humana, vamos cair, numa vida sem sal, numa vida sem água, numa vida sem luz. A sociedade quer viver sem Deus e continua a achar que a fé é o ópio do Povo. Ora se a fé é o ópio do Povo, então porque é que outros movimentos fora do campo da religião tentam produzir outros ópios para que o Povo esteja adormecido? O silêncio que vivemos hoje perante um mundo em desgraça é resultado de um Povo que foi pulverizado com outro ópio que não o da religião, mas o da secularização. Um mundo que perdeu o sentido de identidade, perdeu o sentido e caiu na banalização da vida. É por isto que não consigo compreender como é cristãos (alguns até com responsabilidades pastorais...) são a favor do aborto, da eutanásia... Deixa-me a pensar se de facto há fé...  


jjmiguel

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Segunda-feira da XIII Semana do Tempo Comum

“O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” A vida cristã, é entrega e dádiva. Por este motivo muitas vezes a vida cristã é mal entendida. A vida cristã é vida de Jesus Cristo, se não for esta imitação de Cristo não é vida cristã. Não basta as devoções e as tradições que tanto animam as nossas comunidades, é na verdade, preciso mais. Na vida cristã é preciso que se viva o Evangelho e não nos ficarmos só pela piedade. Há mais vida para além da piedade. Por este motivo a vida cristã não é um cumprimento de rituais. Na verdade, importante participar na Eucaristia sobretudo dominical, mas participar na Eucaristia dominical como mera presença a mesma Eucaristia passa a ser um ritual social. E há bem mais vida para além dos rituais sociais. A vida cristã, deve ser alimentada pela vivência dos ritos, mas que os ritos sirvam para alimentar e viver e transbordar para fora a vida em Jesus Cristo com o meu Outro.


jjmiguel

domingo, 26 de junho de 2016

No XIII Domingo do Tempo Comum


A missão confiada aos discípulos é muito mais urgente e muito mais importante que a do próprio Eliseu. Toda a criação espera ansiosa, que apareça e se realize o Reino de Deus; está impaciente. Todos os instantes são preciosos. É como um doente que deseja que chegue depressa o medicamento que o pode curar: não quer que quem lho traz faça paragens pelo caminho a conversar com a gente que encontra, mesmo que sejam os seus pais. Nas nossa comunidades, perdemos com frequência muito tempo com problemas fúteis, com questões banais, enquantp o mundo tem urgente necessidade de anúncio!


Fernando Armellini                                                                                          

sábado, 25 de junho de 2016

Sábado da XII Semana do Tempo Comum

A saúde do corpo é um bem apreciável para a vida humana; o que interessa, porém, não é apenas conhecer as causas da saúde, mas viver com saúde. Na verdade, se alguém faz o elogio da saúde e depois come um alimento que lhe provoca má disposição e doença, de que lhe aproveitaram os elogios da saúde? No mesmo sentido deveremos entender esta afirmação do Senhor, ao proclamar bem-aventurado não aquele que conhece alguma coisa de Deus, mas o que possui a Deus em si mesmo.


Das Homilias de São Gregório de Nissa, bispo

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Na Solenidade do Nascimento de São João Baptista

João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem. O futuro pai de João não acredita que este possa nascer e é castigado com a mudez; Maria acredita, e Cristo é concebido pelo fé. Eis o assunto, que quisemos investigar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério, por falta de capacidade ou de tempo, melhor vo-lo ensinará Aquele que fala dentro de vós, mesmo estando ausentes, Aquele em quem pensais com amor filial, que recebestes no vosso coração e de quem vos tornastes templos.


Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo