sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Sexta-feira da XXVI Semana do Tempo Comum - Lc 10, 13-16

“Quem vos escuta, escuta-Me a Mim.” Neste dia recordamos a figura desse ilustre homem São Jerónimo que para além de ter abraçado a fé já numa fase adiantada da sua vida, é reconhecido por todos como aquele que dedicou a sua vida à meditação e à compreensão da Palavra de Deus. Dele são conhecidos os seus comentários e mais importante foi pioneiro tradução da Palavra para a língua latina. Somos como que impulsionados pela vida de Jerónimo a mergulhar nesta Palavra. A litúrgia da Palavra é tão importante como a litúrgia Eucarítica, porque também a Palavra é alimento para o nosso espírito. O comungar não passa só pelo ritual de ir tomar o pão e o vinho durante a Eucaristia. Comungar passa também por ler, meditar, orar e viver esta mesma Palavra na nossa vida. É por este motivo que a Palavra que escutamos nas nossas Eucarístias, são tão ou mais importantes que o próprio acto de comungar o pão e o vinho, presença real de Jesus no meio de nós. Se na Eucaristia o Pão e o Vinho, pelas mãos do sacerdote se tornam presença real do Senhor Jesus no meio de nós, muito mais esta Palavra que todos os dias está à nossa disposição na Bíblia Sagrada que temos nas nossas bibliotecas da nossa casa. Por isso, é recomendável que todos os cristãos, e não-cristãos e mesmo até de outras confissões religiosas e até não crentes pudessem ler a Bíblia. E num mundo em que somos chamados a conviver com outras religiões, porque não ler a Torah ou o Corão?


jjmiguel

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Quinta-feira da XXVI Semana do Tempo Comum - Jo 1, 47-51

“Mestre, Tu és o Filho de Deus.” A frase é uma profissão de fé de Natanael. A Igreja hoje convida-nos à Festa de São Miguel, São Gabriel e de São Rafael, arcanjos de Deus. Muito se tem escrito do foro teológico com respeito a estes seres. Na Fé não há certezas, nem definições racionais. A Fé é contemplação de um mistério que se nos vai sendo revelado ao longo deste caminho. Deus coloca-nos mediações para que possamos à luz da Fé ser iluminados até ao momento da revelação final. Jesus é o principal mediador entre o Céu e a Terra, foi para isso que Ele entrou na nossa História, para ser Deus com os homens e mulheres de boa vontade. Deus assumiu um rosto e entrou na história humana, por isso os nossos sofrimentos e as nossas dores são os sofrimentos e as dores de Deus, bem como as nossas alegrias, são as alegrias de Deus. Não estamos órfãos, porque Deus está connosco. Nas figuras dos anjos podemos contemplar esta certeza de que Deus nos guia através da nossa história, seja qual for a nossa opção para a nossa vida. Vivemos hoje com muitos medos, com muitas incertezas. Atravessamos muito desertos, mas não tenhamos medo porque se Deus vai em silêncio é porque nos leva no seu regaço.


jjmiguel                                                                         

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Quarta-feira da XXVI Semana do Tempo Comum - Lc 9, 57-62

“Seguir-Te-ei.” Jesus chama. Ainda hoje Jesus nos chama a esta missão de ir e anunciar o reino de Deus. Anunciar o reino de Deus não é mais que dar testemunho da Fé, da Esperança e da Caridade. Nós, hoje, discipulos do Senhor, cristãos baptizados somos testemunho desta Fé, desta Esperança e desta Caridade? Na verdade, é uma pergunta que se me coloca hoje também a mim próprio. Seguir Jesus é lançar as mãos ao arado e seguir em frente. Por isso o seguir Jesus é abnegação, desprendimento, humildade, deixar cair por terra tudo o que nos prende e caminhar, sabendo que Ele vai à nossa frente e nos guia, porque em última instância foi Ele que nos chamou a desempenhar esta missão. Nada desta nossa Casa Comum é nosso e por isso somos humildes servos que estamos ao serviço do Nosso Mestre e Senhor. Olhemos a Cruz, sinal da nossa vida em Cristo e que seja com a vida que possamos nos entregar nas mãos de Jesus, para que seja com a nossa vida que possamos ser sinal desta vida e desta abundância que é a vida em Jesus Cristo. Somos todos os dias chamados ao nosso arrependimento pessoal, à nossa conversão e convidados a configurarmo-nos com Cristo e com a Sua vida, porque Ele é Caminho, Verdade e Vida para o Pai.


jjmiguel

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Terça-feira da XXVI Semana do Tempo Comum - Lc 9, 51-56

“Aquela gente não O quis receber.” Jesus está a caminho de Jerusalém. Numa povoação de samaritanos não O quiseram receber. Os discipulos Tiago e João instigaram Jesus para que destruísse esta povoação. Porém, Jesus repreendeu-os. O caminho de Jesus para Jerusalém, pode ser representado aqui como o nosso caminho. Um caminho feito com dificuldades e com muitas curvas. No entanto, não está no ódio, na vingança, na revolta a solução para essas dificuldades, mas no Amor. Assistimos hoje a tantos de nós que para fazer essas curvas deste caminho da vida se compensam com a revolta, com a vingança e com o ódio. Jesus vem-nos propor uma outra opção: a opção do Amor. Comportamento gera comportamento. Está nas nossas mãos enquanto discipulos do Senhor fazer diferente. Foi isso que fez Vicente de Paulo na sua época. São Vicente de Paulo santificou-se não porque tenha usado a revolta, a sua revolta foi amar, foi sair e ir ao encontro dos que moravam nas periferias. Relevo hoje os tantos sacerdotes da Congregação da Missão e não só, mas todos os sacerdotes que hoje dão a vida pelas suas comunidades não só aqui em Portugal, mas pelo mundo inteiro. São esses sacerdotes que deveriam ser objecto de notícia...


jjmiguel

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Segunda-feira da XXVI Semana do Tempo Comum - Lc 9, 46-50

“Quem não é contra vós é por vós”. No Evangelho é nos descrita que teria existido uma discussão entre os discípulos quem deles seria o maior. Sinceramente quando olhamos hoje os discípulos de Jesus também notamos que o paralelismo desta discussão para a actualidade não é novo, ou será que é necessário referir exemplos? Porém, Jesus, sabendo que eles tiveram essa discussão coloca uma criança e coloca-a junto Dele e diz-lhes estas simples palavras: “quem for o mais pequeno entre vós esse é que será o maior”. Jesus refere-se directamente à humildade, à simplicidade, à pequenez de coração, à nossa capacidade de nos colocarmos ao serviço, de nos doarmos integralmente. Ora, está mais que visto que quem quiser na verdade ter poder terá que servir, e o poder só poderá ser visto nessa perspectiva. O poder vem do serviço de nos darmos às pessoas, à vida e a Deus, sabendo que nada é nosso e nós somos simples servidores na messe do Senhor.


jjmiguel

domingo, 25 de setembro de 2016

No Domingo XXVI do Tempo Comum - Lc 16, 19-31

O evangelho de Lucas é rico quer nas parábolas, quer nos atributos. Neste domingo é nos apresentada uma parábola de teor moral, ou seja, para Deus não importa a riqueza, importa o amor. Desta forma, torna-se mais fácil ser pobre mas com amor, do que rico e sem amor. Quando o evangelista utiliza a parábola, pretende dizer ao leitor que a grande riqueza é o amar e o dar-se ao outro, e a pobreza está em não dar-se! A vivência cristã exige isso mesmo, um dar-se ao outro numa entrega mútua e verdadeira. Contudo, é importante compreender, que a utilização desta linguagem serve para evidenciar o poder de Deus, que na presença dos anjos tende a mostrar ao rico e ao Lázaro quem age por bem e, quem age por mal. Podemos também olhar para cada um de nós e compreender a verdadeira mensagem de Cristo. Todo aquele que ama o outro tem a vida eterna, o que não ama irá sofrer, porém não se trata de um Deus vingativo, à semelhança do Antigo Testamento, mas de um Deus de amor, que nos exemplos únicos e verdadeiros tende a mostrar o verdadeiro amor.


andré araújo

sábado, 24 de setembro de 2016

Sábado da XXV Semana do Tempo Comum - Lc 9, 43b-45

A grande riqueza dos evangelhos é que, mediante uma linguagem simples e da época, esta se apresenta de forma metafórica, causando um certo impacto no entendimento quer de quem a lê, quer dos próprios discípulos. Muitas vezes, e pelo facto de serem pessoas humildes, custava aos próprios discípulos compreenderem o que Jesus dizia e, este evangelho é prova disso. Aqui Jesus volta a fazer mais um anúncio da sua paixão. A referência à figura dos homens, coloca um problema nos seus discípulos, provavelmente porque não entenderiam quem eram estes homens, ou também porque não sentiam que aquilo lhes tocava. Mais uma vez, a presença do atributo divino “Filho do Homem” coloca em evidência a verdadeira realidade de Jesus, manifestando assim, a sua verdadeira natureza divina.



andré araújo