quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ficou tudo dito com Jesus Cristo ou prosseguirá a revelação depois d' Ele?

Em Jesus Cristo foi o próprio Deus que veio ao Mundo. Ele é a última palavra de Deus. Ouvindo-O, toda a pessoa humana, em todos os tempos, pode saber quem é Deus e o que é necessário para a suja salvação. [66-67]


No Evangelho de Jesus Cristo está perfeita e completamente disponível a Revelação de Deus. Para que ela nos seja clara, o Espírito Santo introduz-nos na Verdade cada vez mais profundamente. A Luz de Deus penetra na vida de algumas pessoas de um modo tão forte, que elas vêem o "céu aberto"(Act. 7, 56). Foi assim que surgiram os grandes lugares de peregrinação, como Guadalupe, no México, Lourdes, em França, ou Fátima, em Portugal. As "revelações privadas" dos videntes não podem aperfeiçoar o Evangelho de Jesus Cristo; embora não sejam universalmente vinculativas, podem ajudar-nos a entendê-lo melhor, desde que a sua verdade seja examinada pela Igreja.


in YOUCAT, Lisboa, Ed. Paulus, 2011, pág 18

terça-feira, 17 de maio de 2011

O que nos mostra Deus quando nos envia o Seu Filho?

Em Jesus Cristo, Deus mostra-nos toda a profundidade do Seu misericordioso amor. [65-66, 73]

Através de Jesus Cristo, torna-Se visível o Deus invisível. Ele torna-se como nós. Isto mostra-nos até que ponto vai o amor de Deus: Ele carrega todo o nosso peso. Ele percorre connosco todos os caminhos. Ele vive a nossa solidão, o nosso sofrimento, o nosso medo da morte. Ele apresenta-Se onde não podemos avançar, para nos abrir a porta para a Vida.

in "YOUCAT", Lisboa, Ed. Paulus, pág. 17

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Como Se revela Deus no Antigo Testamento?

Deus mostra-se, no Antigo Testamento, como Aquele que criou o mundo por amor e permanece fiel ao ser humano, mesmo que este, pelo pecado, O renegue. [54-64, 70-72]


Deus deixa-Se experimentar na história. Com Noé faz uma Aliença para salvar todos os seres vivos. Chama Abraão para fazer dele o "pai de um grande número de nações" (Gn 17, 5) e nele abençoar "todas as nações da terra" (Gn 12, 3). O Povo de Israel, descendente de Abraão, torna-se Sua especial propriedade. A Moisés apresenta-se nominalmente: O seu nome misterioso, muitas vezes pronunciado "IAWEH", significa "Eu sou Aquele que sou" (Ex 3, 14). Ele liberta Israel da escravidão no Egipto, faz uma Aliança no Sinai e, através de Moisés, entrega-Lhe a Lei. Repetidas vezes, Deus envia profetas ao Seu povo, para o chamar à conversão e à renovação da Aliança. Os profetas anunciam que Deus fará uma nova e eterna Aliança, que realizará uma radical renovação e definitiva redenção. Esta Aliança estará aberta a toda a humanidade.


in YOUCAT, Ed. Paulus, Lisboa, 2011, pág. 17

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Porque teve Deus de Se revelar, para sabermos como Ele é?

O ser humano pode descobrir pela razão que Deus existe, mas não como Deus é realmente. Portanto, como Deus gosta de ser conhecido, revelou-Se. [50-53, 68-69]


Deus teve de Se revelar a nós. Ele fê-lo por amor.

Tal como, no amor humano, só se pode conhecer algo de uma pessoa amada quando ela nos abre os seu coração, também só conhecemos os mais íntimos pensamentos de Deus porque Ele, eterno e misterioso, Se abriu a nós por amor. Desde a Criação, passando pelo patriarcas e pelos profetas, até à definitiva Reveleção no Seu Fulho Jesus Cristo, Deus comunicou continuamente com a Humanidade. Em Jesus, Ele verteu-nos o coração e tornou-nos claro o Seu Ser mais íntimo.


in YOUCAT, Ed. Paulus, Lisboa, 2011, págs. 16 e 17

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ad Oratio

"Um crente que se nutre unicamente de oração comum arrisca-se a fazer esta última uma experiência apenas de pertença ao grupo, ou ainda uma espécie de exibição perante os outros...

Pois bem, hoje é precisamente a oração pessoal a mais abandonada, e esta situação pode, a longo prazo, esvaziar também a verdade da própria oração litúrgica. Se na pastoral são dedicados muitos esforços à iniciação litúrgica, infelizmente eles não são acompanhados por uma adequada transmissão de oração pessoal, que deveria ser ensinada desde a infância. Com efeito, quem não recebe de pequenino uma iniciação à oração pessoal da parte dos pais ou dos educadores, dificilmente poderá alimentar-se dela na idade madura, de modo a aumentar a fé no Deus vivo, presente na vida quotidiana. Soam como advertência ainda actual as palavras de Martin Buber: «Se acreditar significa falar d' Ele na terceira pessoa, não creio em Deus. Se acreditar n' Ele significa poder falar-lhe, então acredito em Deus.» Hoje os cristãos sabem falar de Deus, mas sabem também, como nas gerações cristãs passadas, falar com Deus?"

in BIANCHI, Enzo, "Porque rezar, Como rezar", Lisboa, Ed. Paulus, 2011, págs. 61 e 62

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pode Deus de alguma forma abarcar-Se em conceitos? Pode falar-se razoavelmente d' Ele?

Embora nós, seres humanos, sejamos limitados e a infinita grandeza de Deus nunca se ajuste aos conceitos humanos, podemos, no entanto, falar acertadamente sobre Deus. [39-43, 48]

Para fazermos afirmações sobre Deus, utilizamos imagens imperfeitas e noções limitadas. Cada dito sobre Deus situa-se, portanto, sob a condição de que a nossa linguagem não está à altura da grandeza de Deus.
Assim, temos continuamente de purificar e melhorar o nosso discurso sobre Deus.

segunda-feira, 2 de maio de 2011