quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida

in nokomando.wordpress.com
Há uma palavra que ressalta nesta parábola de Jesus que é a Alegria.
Jesus suscitava desconfiança por parte dos fariseus e escribas por ir ao encontro daqueles a quem chamavam de pecadores. Pelo Seu amor incondicional, Jesus tenta recuperar cada homem… aquele que se sente perdido, muitas vezes na sua própria dignidade e, através do arrependimento, restituir-lhe essa condição fundamental para viver em verdade consigo mesmo.

É essa alegria que nos contagia, a alegria de encontrar o que estava perdido, a alegria de resgatar um irmão... Pois tal como diz S. Paulo “Nenhum de nós vive para si mesmo…” quando estamos unidos pelo Seu amor.
Por Eugénia Costeira, AR

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Assim, qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.



São Nuno de Santa Maria, religioso



 Jesus nesta passagem remete para o amor que um Cristão deve ter por Ele. Esse amor deve ser maior que os restantes, deve preencher o nosso coração e unificar todos os outros, ou seja, um amor especial. Claro que é importante amar os nossos pais, amigos, nós próprios, mas amar a Deus ajuda-nos a compreender, a respeitar e a valorizar tudo isso. Alerta-nos ainda para não sermos tão calculistas e a pensar no final. Pede-nos que sejamos mais emocionais, que “entremos de cabeça” pois só assim provaremos o nosso amor por Ele e pelos nossos.
Por Raquel Sousa, AR

terça-feira, 5 de novembro de 2013

“Vai pelos caminhos e azinhagas e obriga toda a gente a entrar, para que a minha casa fique cheia.”

in jlrodrigues.blogspot.com
Nesta parábola do banquete, Jesus mostra como todos somos convidados para o banquete universal do Reino, mas apresenta-nos duas realidades diferentes.  Aquela em que, apesar de convidados, os mesmos se escusam de participar nessa comunhão, numa atitude de auto suficiência, de ing
ratidão, desculpando-se por pensarem que têm algo mais importante nesse dia…  A outra onde se encontram os que mais precisam, a dos “pobres, dos aleijados, dos cegos e coxos”… , dos marginalizados, dos que sofrem… dos que têm necessidade de fazer parte dessa grande comunhão, desse banquete universal… para o qual todos somos convidados! É desses que Jesus vai à procura…

É desses que a casa deve ficar cheia, esses são os convidados para o Seu banquete…não devendo ficar um só lugar vazio...
Por Eugénia Costeira, AR

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

São Carlos Borromeu, bispo

Esta passagem “conta” a história de um fariseu que decide convidar Jesus para uma refeição e Este diz-lhe que mais importante que convidar os amigos, os familiares ou os ricos, é convidar os pobres. Esta resposta de Jesus é direcionada, não só para este exemplo da refeição mas para tudo. Devemos sempre olhar e ajudar aqueles que têm menos posses pois esses precisam mais do nosso apoio que os outros e assim estaremos a fazer o bem e não a pensar na retribuição material. Mais tarde, todos aqueles que seguirem este conselho serão retribuídos “na ressurreição dos justos”.
Por Raquel Sousa, AR

domingo, 3 de novembro de 2013

No XXXI Domingo do Tempo Comum

Zaqueu era um cobrador de impostos que estava ao serviço do poderio romano. Não tinha condição adequada nem física, nem moral para ver Jesus. E subiu a uma figueira. Jesus viu-o e expressou-lhe o Seu desejo de ir ficar em sua casa e Zaqueu ficou muito contente. Tinha visto em Jesus um homem honrado, bondoso, coerente, o ideal da sua vida, com muitas virtudes que estava em linha com o projecto de Deus sobre o homem.
Zaqueu com o espírito arrependido, estava disposto a dar metade dos seus bens aos pobres e se tivesse corrompido alguém lhe restituiria quatro vezes mais. Ele que se tinha vendido por dinheiro, estava decidido a servir-se do dinheiro para ganhar-se aos pobres. E esse dia chogou a salvação à sua casa. Agora ele pertencia aos eleitos de Deus.
É surpreendente que um homem duro se tenha convertido durante um encontro com Jesus. Nota-se que falaram de coração a coração. A fé leva dentro de si uma força explosiva de mudança, de conversão aos valores do Reino.
É admirável a atitude de Zaqueu, um homem de boa posição social, chefe de cobradores, mas de "baixa estatura" em todo o seu viver. Ele sente a necessidade de encontrar-se com Jesus, acolhe a sua mensagem e toma a única decisão que o pode salvar. Zaqueu, ao sentir-se acolhido por Jesus e tratado com amor descobre que pode "elevar a sua estatura" e reecontra-se com a alegria de viver. A que nos compromete hoje o comportamemto de Zaqueu? Estamos dispostos a restituir quatro vezes mais do que retirámos aos nossos semelhantes? Queremos mudar a nossa vida?
in El Domingo, San Pablo, Bogotá 2013, Trad. Port. Ambasciatore Romano

sábado, 2 de novembro de 2013

Para que fiquem libertados do pecado

in wikipedia.org
O povo de Israel foi entendendo paulatinamente o sentido da morte. Já não a vê como um castigo, mas como esperança de uma vida junto de Deus. Se não se crê na ressurreição é em vão a espera. Deus, porque em teu Filho compreendemos o mistério da morte e da ressurreição, à luz do Verbo encarnado encontra sentido a nossa existência.
in "Agenda Litúrgica", San Pablo, Bogotá 2013, Trad. Port Ambasciatore Romano

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Todo o que tem esta esperança em Deus, torna-se puro, como Ele, que é puro.

Recentemente o mundo celebrou o Halloween, uma festa pagã.
Durante estes dias tem se visto muitas mensagens pelas redes sociais por parte de alguns meios católicos tendo algumas mensagens radicais contra esta celebração. Diga-se em boa verdade que esta celebração pagã tem o seu espaço porque existe uma fragilidade na sociedade. Fragilidade essa que advém do facto do homem se ter afastado do essencial da sua vida - Deus. E aqui vemos neste fenómeno social em crescimento como o homem está em busca de uma resposta para um problema na sua existência. Se a morte dá lugar à vida é porque a vida não tem resposta para lhe dar. E nisto muito provavelmente nós cristãos e demais religiões temos culpa.
Celebramos hoje a festa de Todos-os-Santos e não a Comemoração dos Fiéis Defuntos que será celebrada amanhã. Mas a fé na morte é tal que causa a confusão entre a morte e a vida. No entanto, não se vê razão por parte de alguns meios católicos para contrariar esta celebração de Halloween, antes se deve ver a oportunidade para se falar que para além de se comemorar bruxas e fantasmas, mortos e zombies, há que celebrar a vida.
Lia num outro blog que os santos foram aqueles que acreditaram na vida, na esperança, na caridade. E é precisamente a que como homens e mulheres de fé somos chamados... A acreditar que existe um Deus, em Jesus Cristo que é vida, que é esperança. E por isso somos convidados mais uma vez num mundo que vive a escuridão de uma procura a ser luz em ordem ao nosso caminho de santidade.
Mas muitas vezes essa luz pode passar pelo sofrimento, pela dor também aí somos justificados por Aquele que nos amou até à morte e morte da Cruz. Pensamos por exemplo nos mártires do séc. XX e agora deste inicio de séc. XXI... Ou pensamos em todos aqueles que passaram na nossa vida e que apesar de a Igreja não os reconhecer foram santos para nós, porque nos transmitiram a Luz da Fé, a Luz da Esperança, a Luz de um Caminho, de uma Verdade e de uma Vida que é Jesus Cristo.
Por José Miguel M. Serrão, AR