terça-feira, 7 de junho de 2016

Terça-feira da X Semana do Tempo Comum

Nas vossas orações lembrai-vos da Igreja da Síria, que na minha ausênsia só tem a Deus por pastor. Só Jesus Cristo será o seu bispo, juntamente com a vossa caridade. Na verdade, envergonho-me de ser contado no número dos seus membros; não sou digno, porque sou o último de todos e como abortivo. Mas alcancei misericórdia, e serei alguém, se alcançar a Deus.



Da Carta de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, aos Romanos

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Segunda-feira da X Semana do Tempo Comum

Tudo conseguiu movido pela fé mais intrépida. Dizia-se: “Em Norberto brilha a fé, como em Bernardo de Claraval a caridade”; distinguia-se, além disso pela afabilidade no trato: “sendo grande entre os grandes e pequeno entre os pequenos, para com todos se mostrava amável”; enfim, era dotado de grande eloquência: contemplando e meditando assiduamente as realidades divinas, pregava com o maior desassombro “a palavra de Deus cheia de fogo, que queimava os vícios, estimulava as virtudes e enriquecia as almas bem dispostas com a sua sabedoria.”



Da Vida de São Norberto, bispo

domingo, 5 de junho de 2016

No X Domingo do Tempo Comum

“Deus visitou o seu povo”. Jesus compadeceu-se perante o sofrimento de uma mãe que tinha perdido o seu filho, e que já tinha perdido o seu marido. Aproximou-se do jovem morto e disse-lhe: “Levanta-te!” Somos esta viúva, somos este jovem. Tantos de nós que neste momento permanecemos a sofrer silenciosamente até à morte final. Tantos de nós que estamos vivos, e mortos para o nosso interior, mortos para a vida. Procuramos a verdadeira alegria da vida. São tantos e tantos os caminhos que tomamos dando-nos falsas ilusões, quando a nossa vida só tem um sentido: o caminho de Jesus Cristo. Frequentemente vivemos mergulhados em pequenas coisas que nos retiram o nosso olhar Daquele que é a verdadeira vida. Abri o vosso coração a Cristo. Podeis-me dizer que é tão difícil perdoar a quem nos faz mal. Assim como é difícil ver tantas crianças a sofrer com os flagelos da guerra na Síria. Ou como é difícil ver o cemitério em céu aberto no Mediterrâneo, sem que a comunidade internacional nada faça. Bem como podereis perguntar, como é possível alguém cometer as maiores atrocidades em nome de Deus. E eu responder-vos-ei: E o Amor? Já descobriste o Amor dentro de ti? Quando descobrirmos o Amor dentro de nós, descobrimos a vida e não precisaremos de mais mortes, nem de mais sofrimento, porque quando cada um de nós descobrir o verdadeiro Amor dentro de si é contagiante e manifesta-se nos outros, porque comportamento gera comportamento e precisamos de descobrir o comportamento do Amor para podermos na nossa fecundidade com Deus gerar vidas e vidas em abundância e isso é perpetuar a presença de Deus no Mundo. Não vos deixais ficar com o peso da Cruz, mas antes que esse peso seja força transfiguradora perante a morte e o sofrimento. Não se combate o mal com o mal, antes se combate o mal com Amor. E aqui está a verdadeira revolução que necessitamos para um mundo melhor.

jjmiguel

sábado, 4 de junho de 2016

Sábado da IX Semana do Tempo Comum

Vos sejam perpetuamente consagrados a Vós e ao vosso Coração Imaculado, ó Mãe nossa e Rainha do mundo: para que o vosso amor e patrocínio apresse o triunfo do Reino de Deus, e todas as gerações humanas, pacificadas entre si e com Deus, a Vós proclamem bem-aventurada; e convosco entoem, de um pólo ao outro da terra, o eterno Magnificat de glória, amor, reconhecimento ao Coração de Jesus, onde só podem encontrar a Verdade, a Vida e a Paz.


Pius PP. XII

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.

Elevado sobre a cruz,
com admirável amor deu a sua vida por nós
e do seu lado trespassado fez brotar sangue e água,
donde nasceram os sacramentos da Igreja,
para que todos os homens,
atraídos ao Coração aberto do Salvador,

pudessem beber com alegria nas fontes da salvação.

Do Missal Romano, Prefácio próprio da Solenidade

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Quinta-feira da IX Semana do Tempo Comum

“Amarás”. Amar a Deus e ao nosso Outro. Numa palavra o Amor. Temos muitas dificuldades em descobrir o Amor no Outro, sobretudo naquele que nos é diferente. Amar os que nos perseguem, amar os nossos inimigos, essa é a maior façanha de todos os cristãos. Por isso o Amor é revolucionário e muito menos não se acomoda. O Amor é por isso dinâmico, porque nos faz sair de nós mesmos para ir ao encontro do Outro. Vivemos hoje um momento em que temos medo de amar. Temos medo de transmitir afectos. Aliás, a cultura em que está mergulhada a nossa sociedade a isso nos leva. Em família não tempo para o Amor, no trabalho não há tempo para o Amor, em qualquer ambiente não há tempo para o Amor. A sociedade carece de Amor. Todos ficamos espantados com a frieza com que os jovens muitas vezes tratam os seus pais. Pergunto: como é que os pais educaram os seus filhos? A culpa dos jovens se terem tornado em alguns casos perfeitos “monstrinhos” não é culpa deles. A culpa é em última instância de quem os educou e educa. Se queremos uma nova civilização alicerçada no Amor, é às novas gerações que devemos dar Amor, para que estas novas gerações também amem e saibam amar. Estamos a contruir uma sociedade sem Amor, o que significa que dentro de poucos anos, o Amor é esse sentimento banal e que se pode considerar para uns líricos. Uma sociedade que cai na banalidade do Amor está claro de se ver o que vai acontecer a seguir. Porém, é com lamento que sinto que muitas vezes as palavras caem em “saco roto”... Por isso seria importante que conjugássemos hoje e sempre o verbo “Amar...”

jjmiguel

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Quarta-feira da IX Semana do Tempo Comum

“Andais muito enganados.” A frase é de Jesus. Nós temos quotidianamente de querer encarar as coisas de Deus à nossa medida, com os nossos limites. Mas Deus está para além dos nossos limites. Tudo o que podemos dizer acerca de Deus é limitá-lO naquilo que Ele é. Os saduceus não acreditavam na vida para além da morte. E nós acreditamos? Muito frequentemente em diversas circunstâncias mediante alguns discursos que oiço, mesmo de cristãos, fico com dúvidas se de facto acreditamos na vida para além da morte. Temos de perceber que existem realidades que não poderemos perceber, apenas nos são dadas a conhecer por pequenas revelações. Por isso é necessário estarmos atentos aos pequenos sinais que nos vão sendo dados ao longo deste caminho que é a nossa vida humana. Minimizamos muitas vezes a presença de Deus na nossa vida, mas Ele faz-se presente todos os dias nas nossas relações com os outros, em nós mesmos. Importa por isso o silêncio. O cristianismo é uma religião das pequenas coisas e não das grandes. Esperamos milagres... Mas um só milagre nós é dado: o milagre da nossa existência.

jjmiguel