segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Segunda-feira da XXXII Semana do Tempo Comum - Lc. 17, 1-6

“Aumenta a nossa fé”. Duas palavras que destaco do evangelho: Perdão e Fé. O acto de perdoar é um acto de humildade, porque em última instância é um acto de Amor e por si só um acto de fé. Muito frequentemente temos muita dificuldade em perdoar porque ficamos feridos, mas notai no que Jesus nos diz: “Se teu irmão cometer um ofensa, repreende-o, e, se ele se arrepender, perdoa-lhe”. Naturalmente, que Jesus implicitamente nos fala aqui da correcção fraterna, que é por si só uma obra de misericórdia. Neste sentido, perdoar é amar incondicionalmente e viver a nossa fé configurada com o Nosso Mestre e Senhor. Como os discípulos não nos cansemos de pedir: Aumenta a nossa fé! Aumenta o nosso Amor!


jjmiguel

domingo, 6 de novembro de 2016

No XXXII Domingo do Tempo Comum - Lc. 20, 27-38

O evangelho de hoje é uma catequese sobre a ressurreição. Uma nota histórica, para quem não sabe o Credo foi “feito” a partir de um conjunto de afirmações que, na época, iam contra o que era dito pelas diversas facções do paganismo, desta forma, com a redacção do Credo procurou-se afirmar o que eles negavam, por exemplo a ressurreição dos mortos que para os fariseus não existe e, então é com o Credo que as primeiras comunidades encontram uma forma de lutar contra aqueles que negavam a existência da ressurreição como os fariseus, mas este é apenas um exemplo. Desta forma, este evangelho é como que uma catequese para os fariseus pois, eles não compreendiam o verdadeiro sentido da morte e, por sua vez da ressurreição e, utilizam expressão do Antigo Testamento para confrontar Jesus. Jesus, por sua vez, explica-lhes que o essencial é aquele que se encontra na ressurreição onde contemplará a vida eterna.


andré araújo 

sábado, 5 de novembro de 2016

Sábado da XXXI Semana do Tempo Comum - Lc. 16, 9-15

O Evangelho de hoje é a continuação de ontem e, se ontem nos mostrava como devemos agir para com os outros, poupando-os alguma parte da dívida e, assim manifestar neles este rosto misericordioso de Cristo, o evangelho de hoje incita-nos a compreender que, no momento em que nos falta dinheiro devemos de ter alguém que nos auxilie e, é aí que encontraremos a presença de Deus vivo. Por outro lado, o evangelho de hoje é também como que uma normativa moral sobre o trabalho com Deus. Para Jesus nunca podemos servir a Deus, que é a suma bondade e, ao dinheiro que é fonte de egoísmo, desta forma, no nosso quotidiano temos que escolher, sendo que, no momento em que servimos a Deus a nossa acção será orientada para o bem comum e nunca para o bem pessoal de cada um.


andré araújo  

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sexta-feira da XXXI Semana do Tempo Comum - Lc. 16, 1-8

O evangelho de hoje convida-nos a refletir sobre a ganância e a má gestão. Por vezes no nosso quotidiano acabamos por cair na ganância e procurar alcançar maiores rendimentos sem ter muito trabalho e, esta parábola ilustra isso, um administrador que gere mal e que no momento de se ir embora entende o que deve fazer. Desta forma, este evangelho não só nos chama a atenção para o olhar ganancioso como também nos convida a uma correção, no fundo foi o que acabou por fazer o administrador, que na impossibilidade de retribuir aquilo que tirou ao seu senhor, perdoa por pouca que seja, a dívida das pessoas, ele manifestou dessa forma, nessas pessoas, uma atitude de misericórdia. Por fim, nota-se que este evangelho é para nós como um exemplo de como devemos proceder. Claro que, numa sociedade gananciosa como a de hoje é difícil ser-se exemplo para às más atitudes, desta forma torna-se necessário refletir a vida à luz deste evangelho e, compreender bem como devemos actuar.


andré araújo 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Quinta-feira da XXXI Semana do Tempo Comum - Lc. 15, 1-10

Na liturgia de hoje é-nos apresentada as duas parábolas da misericórdia: da ovelha perdida e da dracma perdida. Provavelmente maior parte das pessoas pergunta-se, o porquê de se chamarem parábolas da misericórdia. Por dois motivos: por um lado, Lucas é por si o evangelho da misericórdia e, por outro, quer a parábola da ovelha perdida, quer a parábola da dracma perdida ilustram a verdadeira acção que cada cristão deveria de tomar, se eu perco algo, procuro e, quando a encontro cada um de nós deve-se alegrar por eu a encontrar e não lançar murmúrios sobre aquilo que eu consigo. Claro que elas se chamam parábolas da misericórdia porque também nos instruem a olhar para os nossos atos com um olhar de  misericórdia. Todos nós nos sentimos mal se perdemos alguém, quer fisicamente quer espiritualmente, assim, como todos nós nos sentimos mal quando uma família ou alguém não tem o que comer, é neste tomar de consciência de cada um que se manifesta este coração doloroso de Jesus, um coração que é manifestado em nós quando vemos com misericórdia o sofrimento do Outro.


andré araújo  

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos - Mt 11, 25-30

A Liturgia de hoje celebra a memória de todos os fiéis defuntos. Com esta celebração a Igreja procura recordar, com amor e felicidade, todos aqueles que, carnalmente já partiram para a vida eterna. A celebração desta comemoração invoca a presença de todos os nossos entes queridos que outrora terão estado connosco e, que já partiram. Os evangelhos que hoje a liturgia nos apresentam é como que uma manifestação da presença de Deus no momento da morte de alguém, por exemplo em S. Mateus (Mt 11, 25-30) a expressão “vinde a mim vós todos os que andais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” é como que um convite ao encontro com Deus, este Deus que livra as pessoas da dor e, que acima de tudo lhes conduz à felicidade eterna. Por outro lado, no evangelho de João (Jo 11, 21-27), quando Jesus diz “Eu sou a ressurreição e a vida.  Quem acredita em Mim,  ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá”, nota-se uma afirmação de Jesus como aquele que é o senhor da vida e da morte e, quem acredita nele será portador da vida eterna, por fim, no evangelho de João (Jo 6, 51-58), quando diz “Quem comer deste pão viverá eternamente e Eu o ressuscitarei no último dia” isto é mais um evidência de que Jesus se afirma como autor da vida e da morte e, por isso quem participar do Seu banquete viverá eternamente.


andré araújo

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Na Solenidade de Todos os Santos - Mt 5, 1-12a

A Liturgia de hoje celebra a solenidade de Todos os Santos, um dia em que a Igreja universal de Roma exalta, com cânticos de louvor e alegria a memória de todos os santos da Igreja. A igreja exalta a memória deles, pois, eles foram verdadeiras testemunhas do evangelho e, a par disso, constituíram, em alguns casos, um grande desenvolvimento em toda a história da Igreja nas diversas áreas da teologia. Para exaltar a memória de todos os santos e, porque estão são também os bem-aventurados, a liturgia de hoje destaca o grande sermão da montanha. Aí são planadas as directrizes que Jesus procurar incutir a quem o escuta. A expressão “Bem-aventurados”, ou então em algumas traduções, “Felizes” é como que um colocar em evidência todos aqueles, que nas suas práticas diárias, exaltam as melhores atitudes cristãs. Jesus ao fazer este sermão provavelmente pretende que as pessoas tomassem consciência sobre qual deveria de ser a sua acção daí ter utilizado a expressão “Bem-aventurados”.


andré araújo