sexta-feira, 3 de agosto de 2012

No Verão de 2012

Tempo de férias...
Um tempo em que fazemos aquilo que não fazemos durante o ano de treabalho e de actividades. O mês de Agosto é sempre um tempo onde visitamos a família, ou todas aqueles que não temos tempo para visitar durante o ano laboral. Seria bom que visitassemos também aqueles que nem família têm e que pura e simplesmente estão sozinhos. Estar com estes devia ser um dever e uma obrigação para este tempo de paragem e descanso. dar alento a quem vive esse vírus que fustiga a sociedade do séc. XXI, e que ninguém quer ver - a Solidão.
A Solidão é hoje uma doença que mata sem precedentes muitos da nossa sociedade. E não mata só fisicamente, mata também enquanto espirito. Quantos e quantas estão mortos no espirito por esse flagelo que é a Solidão. Vivem fisicamente e estão mortos no espirito. A nossa presença poderá ser vida.
A nível político vivemos um tempo dificil em que vemos os governos fragilizados. Qual é hoje o governo de uma nação que não se encontra fragilizado e sem rumo? Pura e simplesmente, hoje um Governo, se resume a "tapar buracos"... Esperamos um D. Sebastião que teima em não chegar, quando esse D. Sebastião está em cada um de nós. É tempo de fazer ecoar dentro de nós, sociedade civil, as palavras de John F. Kennedy: "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que podes fazer pelo teu país".
Durante este tempo de férias (para quem as tem) e neste contexto político, social e económico seria bom ouvir a canção que deu inicio à Revolução de Abril: "E depois do adeus..." de Paulo de Carvalho. Para quem vive à espera que o Governo faça alguma coisa por eles, desengane-se porque o Governo não irá fazer nada. Se alguém quer melhorar a sua vida, tome a iniciativa da sua vida e não a desperdice. A resposta para os problemas do País está nas pequenas coisas.
A taxa de desemprego continua a subir. Pede-se ao Governo que intervenha, numa atitude do "mais fácil", mas o Governo não tem resposta. Nem este Governo, nem nenhum que possa vir tem essa resposta. Porque o problema não está no Governo, nem muito menos na Política, nem na Economia. O problema está na Sociedade. Mas essa continua de olhos vendados  para o problema real. Ou será que não quer ver? Os tempos em que o Governo resolvia tudo já lá vai, é um modelo esgotado, decadente. A resposta a esse flagelo tem de vir de cada um de nós... Como? Perguntar-me-ão... Na verdade é uma resposta que não pode ser dada por uma só cabeça. Mas o problema tem de ser enfrentado em uníssono e não a várias vozes, e muito menos com gritaria e histeria na Imprensa, como temos vindo a assistir. Afinal, a Revolução do Proletariado também começou a estar esgotada. As manifestações e as greves são úteis, e são um direito inalienável, mas tem de se pensar em novas formas de  luta, em novas formas de demonstrar o descontentamento  social perante esta situação. A verdadeira Revolução terá os seus frutos, quando deixarmos essas imitações baratas de outros tempos. Uma mudança faz-se no presente e não em comparações baratas com o passado.
Neste sentido, a Igreja e o Cristianismo tem uma palavra a dizer. O Cristianismo na sua essência é revolucionário e quando vivido a bem, na sua doutrina é uma possível resposta aos problemas da sociedade, quando esta se encontrar aberta  a querer vivê-lo, sobretudo em matérias de Liberdade, Fraternidade e Igualdade - três grandes pedras basilares de 1789...
Porém, temnos hoje os Cristãos remetidos e refugiados no cenáculo, tal como em dia de Pentecostes. Na verdade, não é na Sacristia, nem muito menos em grupos restritos e fechados que podemos fazer vingar a vida cristã nesta sociedade. É no mundo, na vida quotidiana, uns com os  outros, em cada ambiente. E seria bom pensar, hoje, o que são as nossas relações humanas...
Existe hoje, uma tendência para silenciar Jesus Cristo e os Cristãos. Que raio de Liberdade Religiosa é esta... Um dado que já não é novo. Imaginemos  o que seria o Mundo se descobrisse e vivesse na sua essência a Doutrina Cristã. Acho que haveria por aí muitos  que se iriam sentir muito bem...
No entanto, compreende-se este silenciar ao olhar para este relativismo e o secularismo em que a Sociedade foi literalmente mergulhada (propositadamente?) durante o século XX e que se prolonga no nosso tempo.
Quisemos e queremos viver sem Deus. Renegamos o Sagrado, temos vergonha de tudo ao que o Sagrado diz respeito. No entanto, acabamos por buscar e ansiar pelo Sagrado nas nossas vidas, quando procuramos outro tipo de resposta que não passa pela Religião. Porém, teimamos viver sem Deus... Um paradoxo na nossa Sociedade. Aliás, esta é uma Sociedade de paradoxos, de brancos e pretos. Seria necessário pensar em cinzento...
Fé, Esperança e Caridade, três palavras que deveriam proliferar neste Verão de 2012...

josé miguel

terça-feira, 31 de julho de 2012

Da Autobiografia de Santo Inácio, redigida pelo Padre Luís Gonçalves da Câmara

Inácio gostava muito de ler livros mundanos e fantasistas, que costumam chamar-se «de cavalaria». Quando se sentiu livre de perigo, pediu que lhe dessem alguns deste género para passar o tempo. Mas não se tendo encontrado naquela casa nenhum livro desses, deram-lhe a «Vita Christi» e um livro da vida dos Santos, ambos em vernáculo.
Com a leitura frequente destas obras, começou a ganhar algum gosto pelas coisas que ali estavam escritas. Mas deixando de as ler, detinha-se a pensar algumas vezes naquilo que tinha lido e outras vezes nas coisas do mundo em que antes costumava pensar.
Entretanto, Nosso Senhor vinha em seu auxílio, fazendo com que a estes pensamentos se sucedessem outros, sugeridos pelas novas leituras. De facto, lendo a vida de Nosso Senhor e dos Santos, detinha-se a pensar consigo mesmo: «E se eu fizesse como fez São Francisco e como fez São Domingos?». E reflectia em muitas coisas destas, durante longo tempo. Mas sobrevinham-lhe depois os pensamentos mundanos de que acima se fala, e também neles se demorava longamente. E esta sucessão de pensamentos durou muito tempo.
Mas havia esta diferença: quando se entretinha com os pensamentos mundanos, sentia grande prazer; e logo que, já cansado, os deixava, ficava triste e árido de espírito; quando, porém, pensava em seguir os rigores dos Santos, não somente sentia consolação enquanto neles pensava, mas também ficava contente e alegre depois de os deixar.
No entanto, não advertia nem considerava esta diferença, até que uma vez se lhe abriram os olhos da alma e começou a admirar-se desta diferença e a reflectir sobre ela; e compreendeu por experiência própria que um género de pensamentos lhe deixava tristeza e o outro alegria.
Mais tarde, quando fez os Exercícios Espirituais, foi desta experiência que tomou as primeiras luzes para compreender e ensinar aos seus irmãos o discernimento de espíritos.

 (Cap. 1, 5-9: Acta Sanctorum Iulii, 7 [1868] 647) (Sec. XVI)
in Liturgia das Horas

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dos Sermões de São Pedro Crisólogo, bispo

Quando a Virgem concebe, virgem dá à luz e permanece virgem, isso não entra na ordem da natureza, mas dos sinais divinos; não é segundo a razão humana, mas conforme ao poder de Deus; é o Criador que actua, não a natureza humana; não é caso comum, mas único; é obra divina e não humana. O nascimento de Cristo não foi consequência necessária da natureza, mas do poder de Deus. Foi o mistério da piedade, a redenção da humanidade. Aquele que, sem nascer, fez o homem do barro intacto, fez-Se homem nascendo de um corpo também intacto. A mão que se dignou tomar o barro para formar o nosso corpo, também se dignou tomar a nossa carne para nos salvar. Por isso, o facto de o Criador estar na sua criatura e de Deus habitar em carne humana, é uma honra para a criatura e não uma afronta para o Criador.
Ó homem, porque te consideras tão vil, tu que és tão precioso para Deus? Porque é que, sendo tu tão honrado por Deus, tanto te desonras a ti mesmo? Porque perguntas de que é que foste feito e não queres saber para que foste feito? Porventura todo este mundo que vês não foi feito para ser tua morada? Para ti foi criada a luz que dissipa as trevas que te circundam; para ti foi regulada a sucessão dos dias e das noites; para ti foi iluminado o céu com o variado fulgor do sol, da lua e das estrelas; para ti foi ornamentada a terra com flores, bosques e frutos; para ti foi criada a admirável multidão dos seres vivos que habitam nos ares, nos campos e nas águas, a fim de que uma triste solidão te não ensombrasse a alegria do mundo recém-criado.
Mas o teu Criador pensou no modo de aumentar ainda mais a tua glória: gravou em ti a sua própria imagem, para que houvesse na terra uma imagem visível do Criador invisível, e colocou-te como seu representante sobre as coisas terrenas, para que um domínio tão vasto como é o mundo não ficasse privado de um vicário do seu Senhor.
Deus, na sua bondade, assumiu em Si o que para Si tinha feito em ti; quis ser visto realmente no homem, onde antes apenas era contemplado como imagem; quis que nele fosse uma realidade o que antes era apenas uma semelhança.
Cristo nasce, portanto, para renovar com o seu nascimento a natureza corrompida; fez-Se criança, quis ser alimentado, passou pelas diversas idades da vida humana, para restaurar a única idade perfeita e permanente como Ele a tinha criado; toma sobre Si a vida humana, para que o homem não volte a cair; tinha-o feito terreno e torna-o celeste; tinha-lhe dado uma alma humana e agora comunica-lhe o espírito divino; e assim eleva o homem à dignidade divina, para que desapareça tudo o que nele havia de pecado, de morte, de fadiga, de sofrimento, de terreno, pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus e vive e reina com o Pai na unidade do Espírito Santo, agora e sempre e pelos infinitos séculos dos séculos. Amen.

 (Sermão 148: PL 52, 596-598) (Sec. V)
in Liturgia das Horas

domingo, 29 de julho de 2012

No Domingo XVII do Tempo Comum

Cidade do Vaticano (RV) - Para quem diz que a religião deve se preocupar apenas com o espírito, deverá surpreender o tema deste domingo onde na primeira leitura e no Evangelho o pão é multiplicado para que todos se alimentem bem. Aliás, na Sagrada Escritura, o verbo comer aparece quase mil vezes, enquanto que rezar só umas cem.
Na primeira leitura, o profeta Eliseu não aceita comer, em uma situação de penúria, de fome mesmo, os 20 pães que um devoto de outro lugar lhe traz. Ele diz a esse bom homem que o distribua aos seus cem seguidores. O benfeitor diz ser impossível, que o pão é pouco e os ouvintes são cinco vezes mais. Eliseu ordena, confiando na Palavra de Deus dita a ele. “O homem distribuiu e ainda sobrou” nos diz a Sagrada Escritura.
Naquela época isso aconteceu, bem como outros sinais semelhantes, para que o povo confiasse só em Deus e não nos ídolos. Deus se preocupa com nossas necessidades materiais, mas quer a nossa colaboração. Por isso a multiplicação do que foi trazido, do esforço físico de quem trabalhou, da solicitude de quem o trouxe e da generosidade e fé do profeta, que não reteve o dom para si, mas ensinou o homem a partilhar o que Deus criou para todos.
A atitude de Eliseu faz Deus ser verdadeiro e não mentiroso, já que o Senhor havia dito “Comerão e ainda sobrará”.
Em nossa realidade social somos os primeiros a fazer Deus passar por mentiroso, quando vivemos no Brasil, país que faz parte do grupo G20, e apesar disso temos mais de 10 milhões de pessoas vivendo abaixo da “pobreza absoluta”. País tão rico e população tão pobre! Deus não é mentiroso, nós é que somos egoístas e não queremos abrir mão de nossos pães que sobram para saciar a fome dos irmãos.
E não é só o pão. É a saúde, as vestes, o afeto, a educação, tudo aquilo que depende de nós, porque nós os temos, pouco até, mas os temos. Se confiarmos em Deus, Ele cumprirá sua Palavra e do pouco sobrará bastante. Conta-se que São Vicente de Paulo ao chegar à cidade em que foi destinado como pároco, assistiu a morte de uma senhora e ficou penalizado por ter deixado sua filhinha de pouca idade. Após o sepultamento perguntou à população bastante pobre, quem tinha mais filhos e apareceu uma mãe com seus quatro filhos. Aí São Vicente entregou a ela a pequena órfã e ele acrescentou, mais ou menos assim: quem tem menos posses e mais filhos, sabe dividir e aceita o novo membro como bênção.
No Evangelho, ao mandar as pessoas se sentarem, Jesus quer dizer que todos são cidadãos livres, já que os escravos não se sentavam para comer. Mais ainda, no projeto de Jesus não ensina primeiro acumular para depois dividir, mas partilhar o que cada um possui, para que todos fiquem saciados.
Esta é a autêntica Eucaristia, o dom de Deus, associado ao esforço das pessoas, em vista da partilha, da fraternidade e da igualdade.
E a Carta de Paulo aos Efésios nos diz que há “um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos”.
Que nosso testemunho de crer no Deus único e verdadeiro no leve a colocar as mãos em nosso bolso e partilhar tudo aquilo que recebemos ou produzimos porque dele tudo recebemos para partilhar, para sermos irmãos.

in news.va

sábado, 28 de julho de 2012

Dos Sermoes do Beato John Henry Newman, presbítero

Há escândalos na Igreja, coisas repreensíveis e vergonhosas; nenhum católico poderá negá-lo. Ela sempre incorreu na censura e na vergonha de ser mãe de filhos indignos; ela tem filhos que são bons e tem muitos mais que são maus. [...] Deus poderia ter instituído uma Igreja pura; mas previu que o joio semeado pelo inimigo permaneceria com o trigo até à ceifa, até ao fim do mundo. Afirmou que a Sua Igreja seria semelhante a uma rede de pescador «que apanha toda a espécie de peixes», que apenas são separados à noite (Mt 13,47ss). Indo mais longe, declarou que os maus e os imperfeitos seriam em maior número que os bons, «porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos» (Mt 22,14); e o Seu apóstolo diz que «aqueles que foram reservados segundo a escolha da graça, foram salvos» (Rm 11,5). Percebe-se assim que, na história e na vida dos católicos, há sempre muito para servir os interesses dos contraditores. [...]


Mas não baixamos a cabeça com vergonha, escondendo o rosto entre as mãos: levantamos as mãos e o rosto em direcção ao Redentor. «Assim como os olhos dos servos se fixam na mão dos seus senhores [...], assim também os nossos olhos estão postos no Senhor nosso Deus, até que Ele tenha piedade de nós» (Sl 122,2). [...] Apelamos a Ti, justo juiz, pois és Tu que olhas para nós. Não fazemos caso dos homens enquanto Te tivermos [...], enquanto tivermos a Tua presença nas nossas assembleias, o Teu testemunho e a Tua aprovação no nosso coração.


in evangelhoquotidiano.org

sexta-feira, 27 de julho de 2012

De São Pio de Pietrelcina, presbítero capuchinho

Avança com simplicidade nas vias do Senhor e não te preocupes. Odeia os teus defeitos, sim, mas tranquilamente, sem agitação nem inquietação. Há que ter paciência e tirar proveito deles com santa humildade. Se não houver paciência, em lugar de desaparecerem, as tuas imperfeições apenas crescerão. Pois não há nada que aumente tanto os nossos defeitos como a inquietação e a obsessão de nos libertarmos deles.


Cultiva a tua vinha de comum acordo com Jesus. Cabe-te a ti a tarefa de retirar as pedras e arrancar os espinhos. A Jesus cabe a de semear, plantar, cultivar e regar. Mas mesmo no teu trabalho, é Ele que actua. Porque sem Cristo não conseguirias fazer nada. 

in evangelhoquotidiano.org

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dos Sermões de São João Damasceno, bispo

Porque estava determinado que de Ana havia de nascer a Virgem Mãe de Deus, a natureza não ousou preceder o germe da graça; mas para dar o seu fruto, esperou que a graça produzisse o seu. Convinha, de facto, que nascesse aquela Primogénita de quem havia de nascer o Primogénito de toda a criatura, no qual subsistem todas as coisas.
Oh bem-aventurados esposos Joaquim e Ana! Toda a criatura vos está obrigada. Porque foi por vosso intermédio que a criatura ofereceu ao Criador o melhor de todos os dons, isto é, a Virgem Mãe, a única que era digna do Criador.
Alegrai-vos, Ana estéril, que não tínheis filhos; soltai brados de júbilo e alegria, Vós que não dáveis à luz. Exultai, Joaquim, porque da vossa filha nos nasceu um Menino e nos foi dado um Filho e o seu nome será Anjo do grande conselho, de salvação para todo o mundo, Deus forte. Este Menino é Deus.
Oh bem-aventurados esposos, Joaquim e Ana, verdadeiramente sem mancha! Sois conhecidos pelo fruto do vosso ventre, como disse uma vez o Senhor: Pelos seus frutos os conhecereis. Estabelecestes as normas da vossa vida do modo mais agradável a Deus e digno d’Aquela que de vós nasceu. No vosso convívio casto e santo educastes a pérola da virgindade, Aquela que havia de ser virgem antes do parto, virgem no parto e ainda virgem depois do parto; Aquela que, de modo único e excepcional, conservaria sempre a virgindade, tanto na sua mente como na sua alma e no seu corpo.
Oh castíssimos esposos, Joaquim e Ana! Guardando a castidade prescrita pela lei natural, conseguistes alcançar, por graça de Deus, o que excede a natureza, porque gerastes para o mundo a Mãe de Deus, Mãe sem conhecer varão. Levando ao longo da existência humana uma vida piedosa e santa, gerastes uma filha que é superior aos Anjos e agora é rainha dos Anjos.
Ó donzela formosíssima e dulcíssima! Ó Filha de Adão e Mãe de Deus! Bem-aventurado o pai e a mãe que Vos geraram! Bem-aventurados os braços que Vos estreitaram em seu regaço e os lábios que Vos beijaram castamente, isto é, unicamente os de vossos pais, para que sempre e em tudo conservásseis a perfeita virgindade! Aclamai o Senhor, terra inteira, exultai de alegria e cantai. Levantai a vossa voz; clamai e não temais.

 (Sermão do Nascimento da B. V. Maria, 2.4.5.6: PG 96, 663.667.670) (Sec. VIII)
in Liturgia das Horas