segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo

Cristo tinha de vir na nossa carne: não um outro, anjo ou embaixador, era Cristo Quem tinha de vir, em pessoa, para nos salvar (Is 35,4) [...]. Teve de nascer em carne mortal: eis pois um menino, deitado numa manjedoura, envolto em panos, alimentado ao peito, que havia de crescer com os anos e, por fim, de morrer cruelmente. Tantos testemunhos de profunda humildade. Quem nos dá tais exemplos de humildade? O Altíssimo.


Que grandeza é a Sua? Não a procures na terra, sobe à altura dos astros. Quando chegares às legiões dos anjos, ouvirás dizer: «Sobe mais alto, acima de onde estamos». Quando tiveres subido até aos Tronos, Dominações, Principados e Potestades (Col 1,16), ouvi-los-ás ainda dizer: «Sobe mais alto, que nós próprios somos ainda criaturas», «por Ele é que tudo começou a existir» (Jo 1,3). Eleva-te pois acima de todas as criaturas, de tudo o que foi formado, de tudo o que recebeu existência, de todos os seres que mudam, corporais ou incorporais, numa palavra, acima de tudo. A tua vista não alcança ainda tais alturas; é pela fé que tens de te elevar até lá, é a fé que te deve conduzir ao Criador [...]. Lá, contemplarás o Verbo, que era no princípio [...].


Ora esse Verbo que estava em Deus, esse Verbo que era Deus, por Quem todas as coisas foram feitas, sem Quem nada teria sido feito, e em Quem estava a vida, desceu até nós. Que éramos nós? Mereceríamos que Ele descesse até nós? Não, nós éramos indignos de que Ele tivesse compaixão de nós, mas Ele era digno de ter piedade de nós. 

in evangelhoquotidiano.org

domingo, 30 de dezembro de 2012

No Domingo da Sagrada Família

O perdão dos pecados acontece por causa de uma atitude de amor para com os pais, pois o lar, Igreja doméstica, voltou a ser o local do encontro com Deus.
A misericórdia em todos os relacionamentos, mas especialmente para com os pais, está em referência ao próprio Deus que é o Pai por excelência. Portanto, honrar os pais, respeitá-los, é prestar culto a Deus.
Tanto a primeira leitura quanto a segunda, da liturgia de hoje, não escondem as falhas no relacionamento familiar e humano, mas nos dizem que o importante aos olhos de Deus não está em ser sem defeitos, em ter uma família perfeita, mas sim na capacidade de amar sem medidas, apesar dos limites e das falhas pessoais. Claro que Deus deseja que sejamos perfeitos, mas mais importante para Ele é que nos amemos e nos perdoemos como Ele nos amou e nos perdoou, sem limites, sem restrições.
Dentro desse pensamento sobre o relacionamento familiar, será importante refletir sobre a realidade da família deste início de século, onde e como vive. Certamente a maioria mora em grandes centros urbanos e é constituída pelo casal e por um ou dois filhos. Um terceiro já faz considerá-la família numerosa.
Também a mãe trabalha fora e pais e filhos se encontram à noite, cansados, muitas vezes diante da televisão, ou durante o jantar. Se isso acontece já poderão se classificar felizes, pois em outros lares, muitas vezes quando pais saem para o trabalho, os filhos ainda dormem e quando voltam eles já estão deitados. O encontro, nesse caso, só se dá no final de semana.
Rezar juntos, passar para os filhos a vivência de uma oração em família, mesmo que seja apenas à mesa, só excepcionalmente, pois em muitos casos, para que possam descansar, não cozinham em casa e vão comer fora, em um restaurante ou na casa de parentes ou de amigos.
É difícil passar valores, enfim, formar os filhos. A sociedade pós moderna penetra em suas entranhas e é muito custoso prepará-los para o futuro, para que sejam filhos e irmãos como Deus quer. Só com a graça divina e com a disposição dos pais para uma autêntica renúncia e sacrifico.
Renúncia aos apelos de dar aos filhos tudo o que a sociedade consumista coloca como valores e que os pais enxergam como coisa boa e vantajosa. É preciso renunciar fazer do filho ou da filha pessoas como nos pede o elitismo, relativizar seus códigos. É preciso questionar os valores propostos por ela e crer nos do Evangelho.
Cabe a pergunta: formo minha família para ser cidadã deste mundo ou para ser cidadã do Reino de Deus, mas neste mundo? Jesus rezou ao Pai dizendo que não queria que nos tirasse do mundo, mas nos preservasse do mal.
Sacrifício: sacrificar significa tornar sagrado. Meu filho, minha filha, são do mundo ou de Deus? O batismo os retirou do paganismo e os fez filhos de Deus, sagrados. Respeito a senhoria de Deus sobre eles ou sou conivente com as solicitações consumistas e mundanas?
A imagem da Família de Nazaré como família migrante e pobre nos obriga a refazer a imagem da família atual, retornando às origens e aos valores, ou seja, a abundância de bens materiais não é necessária para ser feliz e amar a Deus e ao próximo.
É importantíssimo não só a simplicidade de vida, mas sobretudo é fundamental a convivência afetiva e efetiva, além do respeito aos idosos como gratidão e como referência à sua experiência de vida que porta sabedoria e os referenciais da autêntica tradição.
A Família de Nazaré nos ensina a cristianizar a família pós moderna, recolocando Deus no centro e nEle reencontrando a verdadeira felicidade.
 Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.

in news.va

sábado, 29 de dezembro de 2012

Da Liturgia Bizantina

Sabendo ler os sinais dos astros, os Magos reconheceram nos braços da Virgem o Criador da humanidade e adoraram o Senhor que tomou a condição de servo (Fl 2,7), oferecendo-Lhe os seus presentes e cantando em louvor da Toda Abençoada [o seguinte hino]:

Rejubila, mãe da Luz sem declínio
Rejubila, reflexo da claridade de Deus
Rejubila, ausência total da corrosão da mentira
Rejubila, estandarte que nos mostra a Trindade.


Rejubila, porque expulsaste o tirano do seu reino
Rejubila, porque nos mostras a Cristo Senhor, Amigo dos homens (Sb 1,6)
Rejubila, porque destronaste os ídolos pagãos
Rejubila, porque nos libertaste das nossas obras vazias.


Rejubila, tu que extinguiste o culto do fogo pagão
Rejubila, tu que nos livraste do fogo das paixões
Rejubila, tu que conduzes os crentes até Cristo, Sabedoria de Deus (1Cor 1,24)
Rejubila, tu que alegras todas as gerações.


Rejubila, Esposa por desposar. [...]


Quando Simeão chegou ao fim da vida, Senhor, apresentaste-Te como bebé de colo a este homem que, reconhecendo em Ti a perfeição da divindade, exclamou, cheio de admiração infinita: «Aleluia, aleluia, aleluia!» [...]


Sem deixar de ser Deus nem abandonar as prerrogativas do Alto, o Verbo que nada pode conter tomou a nossa condição humana e veio habitar connosco este mundo, baixando inteiro ao seio duma Virgem digna de todos os louvores [a quem dizemos]:

Rejubila, templo da imensidão de Deus
Rejubila, pórtico do mistério escondido desde todos os séculos
Rejubila, novidade inacreditável para os descrentes
Rejubila, Boa-Nova para todos os crentes.


Rejubila, carruagem d'Aquele que está sentado sobre os querubins (Sl 80(79),2)
Rejubila, trono d'Aquele que está acima dos serafins (Is 6,2)
Rejubila, ponto de união de todos os contrários 
Rejubila, fusão da virgindade e da maternidade.


Rejubila, propiciadora do perdão dos pecados
Rejubila, restauradora do Paraíso
Rejubila, chave do Reino de Cristo e porta do Céu
Rejubila, esperança dos bens eternos.


Rejubila, Esposa por desposar. [...]


Todos os anjos do céu ficaram abismados com a Tua Encarnação, Senhor, Tu, a Quem os homens nunca dantes haviam visto, e que assim Te mostraste a nós, mortais, e entre nós permaneceste (Jo 1,14.18). A Ti aclama toda a terra: «Aleluia, aleluia, aleluia!»

in evangelhoquotidiano.org

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dos Sermões de São Gregório de Nissa, bispo

«Com a notícia do nascimento do Salvador, Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele» (Mt 2,3). [...] É o mistério da Paixão, que aparecia já na mirra dos Magos; os recém-nascidos foram massacrados sem dó nem piedade. [...] O que significa esta matança de crianças? Por quê ousar crime tão horrendo? «É que, dizem Herodes e os seus conselheiros, um estranho sinal apareceu no céu; um sinal que garantiu aos Magos que chegara outro rei.» Entendes tu, Herodes, o que são estes sinais? [...] Se Jesus é senhor dos astros, não estará ao abrigo dos teus ataques? Julgas ter poder de vida e de morte, mas não tens nada a temer de criança tão terna. Se Deus O submeteu ao teu poder; por que conspiras contra ele? [...]


Mas deixemos o luto, «a queixa amarga de Raquel que chora os seus filhos» ─ porque hoje o Sol de Justiça (Mal 3,20) dissipa as trevas do mal e espalha a Sua luz sobre toda a natureza, Ele que assume a nossa natureza humana. [...] Nesta festa da Natividade «as portas da morte são destruídas, as barras de ferro estão quebradas» (Sl 107,16); agora, «abrem-se as portas da justiça» (Sl 118,19). [...] Já que por um homem, Adão, veio a morte, hoje, por um homem vem a salvação (Rom 5,18). [...] Depois da árvore do pecado está a árvore da bondade, a cruz. [...] Hoje começa o mistério da Paixão.

in evangelhoquotidiano.org

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Das Obras de Rupert de Deutz, monge beneditino

De acordo com graça que fez com que Jesus o amasse e o fez inclinar-se sobre o Seu peito na Última Ceia (cf Jo 13,23), João recebeu com abundância os dons do entendimento e da sabedoria (Is 11,2) – o entendimento para compreender as Escrituras, e a sabedoria para escrever os seus próprios livros com arte admirável. Para dizer a verdade, não recebeu este dom no momento em descansou sobre o peito do Senhor, apesar de ter tocado o coração «em que estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento» (Col 2,3). Quando João diz que, ao entrar no túmulo, «viu e acreditou», reconhece que «ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos» (Jo 20,9). Como os outros apóstolos, João recebeu plenamente a sua medida quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos [no Pentecostes], quando a graça foi dada a cada um «segundo a medida do dom de Cristo» (Ef 4,7). [...]


O Senhor Jesus amou este discípulo mais do que os outros [...] e abriu-lhe os segredos do céu [...] para fazer dele o escrivão do mistério profundo sobre o qual o homem não é capaz de falar só por si mesmo: o mistério do Verbo, da Palavra de Deus, do Verbo que Se fez carne. É o fruto desse amor. Mas, mesmo amando-o, não foi a ele que Jesus disse: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja» (Mt 16,18). [...] Embora amasse todos os Seus discípulos, e especialmente Pedro, com um amor espiritual e da alma, Nosso Senhor amou João com um amor do coração. [...] Na ordem do apostolado, Simão Pedro recebeu o primeiro lugar e as «chaves do reino dos céus» (Mt 16,19); João, recebeu outro legado: o Espírito de entendimento, «uma alegria e uma coroa de júbilo» (Sir 15,6).

in evangelhoquotidiano.org

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

No Natal de 2012

"Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus" (Sl. 97(98))

Em vésperas de celebrarmos o Natal de Jesus Cristo será necessário voltarmos o nosso olhar para a verdade sobre a festa de Natal. Independentemente se Jesus Cristo nasceu ou não no dia 25 de Dezembro, ou se a festa advém de um dia quer era pagão e que depois foi cristianizado, e tudo isso será importante para uma questão de memória e de estudo para a ciência histórica. No entanto, não pode servir para colocar a nossa Fé em Jesus Cristo. Independentemente se o presépio tem ou não o burro e a vaca, até porque ninguém disse que o presépio tinha burro e vaca e o seu contrário. Simplesmente frases retiradas de contexto para descredibilizar o sentido do Natal e bem sabemos de onde parte este tipo de jornalismo saloio.
No entanto é necessário que se saiba que o Presépio é uma criação do grande São Francisco de Assis, do séc. XIII. Temos pena que as universidades remetam estes assuntos de cultura geral aos futuros jornalistas para segundo plano. Talvez propositadamente... Mas o que importa isso para os Cristãos que acreditam Naquele Menino que nasceu em Belém?
Na verdade, a verdadeira Fé é aquela que é questionada e exposta à dúvida. Tem Fé, quem tem dúvidas. Para quem acha que sabe tudo em matérias de Fé, é questionável essa Fé. No Ano da Fé, é necessário perceber porque afinal celebramos o Natal. Será que celebramos o Natal para dar e receber prendas? Será que celebramos o Natal para ter pena dos mais pobrezinhos, dos que vivem o flagelo do desemprego, ou ter pena de famílias separadas? 
Celebramos a Festa de Natal, porque comemoramos o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Belém. Não há outro sentido para celebrar a Festa do Natal. Não celebramos a vinda do Pai Natal, que por acaso essa tradição advém de um bispo que se chamava São Nicolau. Não celebramos a Leopoldina, nem muito menos a Popota. Símbolos e símbolos que nos são impostos, tentando dar um novo sentido ao Natal, isto porque se quis retirar o Sagrado da festa natalícia. Acho interessante, ter todos os elementos decorativos natalícios, em casa, e não existir um presépio.
O Natal é uma festa sagrada e que se tenta a todo o custo dessacralizar. O Natal é sagrado, é uma festa cristã, e de Fé. Olhar o presépio e contemplar a Família. E teremos que acreditar no bem que é o valor família quando esta sofre ataques vorazes contra a sua instituição. A Família é um tesouro inestimável que não pode ser deitado ao lixo. 
A Família está descredibilizada porque a sociedade vive dois grandes problemas: as relações humanas e o compromisso. Pensar o Natal é pensar nas nossa relações de amor, de amizade. Pensar o Natal é pensar no compromisso. Temos medo de nos comprometer, porque temos medo de amar. Deus ama-nos e por isso tem um compromisso connosco que é amar-nos. Amar é viver, é dar vida. Por isso Deus nos deu o Seu Filho que nos amou morrendo numa cruz. E este Filho abre-nos os braços e a todos acolhe independentemente da raça, cultura ou religião. É preciso olhar e conhecer o Outro...
Deste modo, a tolerância, o respeito, a liberdade, a igualdade e a fraternidade são bens a descobrir o Presépio de Belém. O respeito  pelos direitos da dignidade humana declarados pela Declaração dos Direitos Humanos. O respeito pela vida humana e pelos animais. Tudo está contido ali no Presépio de Belém. A nossa solidariedade, a nossa caridade não podem ser acções do "fica bem" e do "bom tom" e só nesta época do ano. 
Ter Fé que Jesus Cristo nasceu no Presépio de Belém e que dali veio a salvação e a vida ao Mundo é um descobrir o valor real da compaixão, da paz e do amor todos os dias do ano. Só deste modo poderemos recitar o salmo 97 "Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus".
Neste Natal de 2012 possamos dar sentido à Fé a partir do momento em que sabemos que o Natal sem um presépio não faz qualquer sentido (independentemente dos faits-divers). Saber que no Natal um menino nos foi dado para a vida e esperança do Homem e para o Mundo.
No Natal de 2012, o Mundo possa ser cinzento, sem tons brancos, sem tons pretos. E esse é um caminho que tem de começar e podemos começá-lo este ano, para que todos os confins vejam a salvação do nosso Deus.

josé miguel

domingo, 23 de dezembro de 2012

No Domingo IV do Tempo de Advento

A primeira leitura, extraída de Miquéias, nos fala que o poder será popular e não mais aristocrático Deus manterá sua fidelidade à Casa de Davi quando escolheu o caçula de Jessé para ser um grande rei de Israel. Davi, não só venceu o opressor ao derrotar Golias apenas com uma pedrada, mas utilizou sua capacidade de pastor para reorganizar e salvar o povo.
Miquéias, tendo em mente o advento do rei Davi, fala que Belém, a cidade davídica, no momento uma aldeia desprezível para os habitantes da capital, será o berço daquele que governará Israel, de um modo mais grandioso que o realizado pelo filho de Jessé..
Isso irá acontecer quando uma mulher der à luz e os compatriotas voltarem do exílio. Será a formação da nova sociedade de que falamos no domingo passado. Novo rei, segundo o coração de Deus e, consequentemente, nova sociedade.
O versículo 3, do capítulo diz que o novo rei será a paz. Ele se refere ao triunfo da paz em todo o orbe e o domínio da justiça em todos os setores. Não será apenas Israel o beneficiário desta paz, mas o mundo todo.
No Evangelho, Lucas ao falar da visita de Maria a Isabel e, naturalmente, de Jesus a João Batista, revela Deus visitando os pobres e marginalizados. Jesus, o Salvador, é levado por Maria, a escolhida a visitar aqueles que outrora eram desprezados por não terem filhos. É uma visita que celebra a misericórdia do Senhor. Isabel a saúda bendizendo-O pois tem consciência de que a visita que recebe é a de Deus que salva.
Tanto a 1ª leitura quanto o Evangelho nos mostram que o lugar social onde Deus assume posição é no meio dos pobres. O Senhor se identificou com eles e se fez um deles. Para eles veio a plenitude da vida, a Salvação. Quem desejar ser salvo deverá observar que desde o início da História da Salvação, o Senhor escolheu os pobres e eles souberam receber os mandamentos do Senhor como dom de Deus.
Ser pobre é mais que fazer parte de uma categoria social. Ser pobre é também uma opção de vida que coloca no Senhor a sua confiança e não nos bens e nos poderes deste mundo.. Ser pobre é abrir mão de desejos particulares, egocêntricos em favor dos companheiros de caminhada. Ser pobre é abrir mão de ser sábio aos olhos do mundo e acatar a Palavra de Deus como verdade que salva. Ser pobre é abrir mão dos bens deste mundo, de seus privilégios se tais riquezas se contrapõem à vontade de Deus; ser pobre, enfim é buscar a simplicidade de vida porque ela não só foi vivida pela família de Nazaré, mas foi a escolha livre de Jesus. Ser pobre é ser filho e ser irmão!

in news.va