Caros amigos:
Tenho alguma dificuldade em falar do assunto que hoje trago aqui a praça pública. Na verdade, o assunto é de uma extrema complexidade para ser falado tão levianamente.
Ora então lá vai...
Durante esta semana, ficámos a saber afinal a posição da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) face ao casamento homossexual. A verdade é que já sabíamos a sua posição...
No entanto quero deixar aqui duas notas que merecem a reflexão de qualquer cidadão, católico ou não, crente e não crente...
A primeira nota é esta: O tempo que os Senhores Bispos de Portugal andam preocupados com a questão do casamento gay, porque é que não se preocupam com questões internas da própria Igreja e que se travam sobretudo ao nível da vivência da espiritualidade e da religiosidade das pessoas? Até porque ao que me parece não andamos a atravessar um tempo muito fácil para as coisas da fé. As pessoas (e os católicos sobretudo) não precisam de saber qual é a posição da CEP face ao casamento gay, até porque as pessoas têm ideias muito bem definidas acerca deste tema. As pessoas precisam de saber é qual é a posição dos Senhores Bispos face àquilo que se passa na Igreja em Portugal. Desde a perda de fiéis, crise vocacional e por aí fora...
Preocupem-se com os jovens que não têm emprego e que a religião tem uma função social. Preocupem-se com tantos e tantos que neste momento enfrentam o despedimento, o desemprego.
Preocupem-se com tantos e tantos que neste momento estão a pedir esmolas nas ruas (alguns são jovens licenciados). É com esta gente que a religião tem de ouvir e estar presente.
Agora se são contra o casamento gay, ou a favor??? As pessoas não querem saber disso meus caros...
Mais uma vez a Igreja a dar sinais que algo vai mal na sua estrutura...
A segunda nota: como cristão católico apostólico romano afirmo aqui: as celebrações eucarísticas não são para ser transformadas em comícios políticos, como no tempo do Verão Quente...
As pessoas quando vão à missa não vão à espera disso, antes pelo contrário. Vão para ter paz, serenidade e viver a sua fé juntamente com a sua comunidade. Agora não transformem as celebrações eucarísticas em comícios reaccionários, de uma Igreja que já não manda e que perdeu influência.
A Igreja preocupe-se com a fé e a vivência da espiritualidade dos fiéis. Deixe as questões mundanas para os homens. Ou querem que vos cite textos bíblicos quanto a isto?
Só uma citação: "A Deus o que é de Deus, e aos homens o que é dos homens".
Afinal, onde andam todos aqueles que em 1974 e nos anos seguintes proclamavam o comunismo-católico? (Ou era de conveniência dar uma de comunista, quando no fundo compactuavam outras ideologias?)
Quanto ao casamento gay, as pessoas têm ideias muito bem definidas quanto a esta matéria.
Qualquer católico cristão apostólico romano tem o direito de exigir muito mais desta Igreja. Sobretudo saber o que pensa ela fazer com a crise que neste momento está instalada.
As pessoas precisam de uma mão...
Cristo nunca recusou a sua mão aos outros. Neste sentido se o casamento gay é aprovado ou não isso não poderá ser preocupação para a Igreja. Até porque os católicos sabem muito bem e têm uma posição muito bem definida nessa matéria. Até porque qualquer católico formado sabe muito bem que o casamento religioso gay vai contra a doutrina católica.
Os católicos necessitam de outras coisas. Por exemplo, necessitam de saber e ser formados civicamente a integrar os casais homossexuais na sua igreja, na sua comunidade católica. Mas os exemplos deverão de vir de cima...
Enfim, "A Deus o que é de Deus e aos homens o que é dos homens..."
sábado, 14 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
A minoria católica?
Das 4400 paróquias da Igreja Católica Portuguesa, à volta de um quarto (1100) não têm pároco residente. A situação é pior no Norte, onde a população foi sempre mais devota, do que no Sul, onde, pelo menos desde o século XIX, ela sempre tendeu para uma certa indiferença. A falta de párocos faz com que muitos deles sejam encarregados de cinco ou seis paróquias, correndo de um lado para o outro sem, forçosamente, dar muita atenção a ninguém.
Segundo o Diário de Notícias, em alguns sítios já se pensa mesmo em usar a Net. E com frequência os leigos tratam eles próprios das celebrações de Domingo (excepto da missa, como é óbvio). Ainda por cima, a idade e a doença limitam a actividade e a presença de muitos párocos residentes, que não podem ser substituídos.
Pouco a pouco, a Igreja vai desaparecendo do terreno no interior do país como, por outras razões, desapareceu das cidades do litoral. O padre da província, que era o centro da comunidade, o conselheiro, o guia, e frequentemente, a influência política decisiva deixou de existir. "As Pupilas do Sr. Reitor" e "O Crime do Pe. Amaro" pertencem agora a um mundo morto, como o clero militante que criou Salazar e até 1980 ainda se via fulminando o "marxismo" (pseudónimo do PS e do PC) e pedindo o voto na Aliança Democrática. Em balanço, Portugal não ganhou muito com isso. Embora inimiga irreconciliável do jacobino e do comunista -e, pior ainda, da liberdade - a, Igreja trazia uma vida a uma vida local melancólica e estéril uma certa forma e uma certa regra, que a "modernização" acabou por liquidar.
A chamada "crise de vocações" reflecte a nova riqueza, que por cá começou e chegar em 1960, e a genérica tolerância democrática que depois se estabeleceu. O seminário perdeu o extraordinário privilégio de ser o único caminho de promoção social. O padre perdeu o prestígio. E a Igreja perdeu o monopólio ideológico. Quem ia agora aceitar o sacrifício de si mesmo, quando se abriam oportunidades como nunca antes? Quem ia escolher a obscuridade e a renúncia, em nome de uma fé e moral, que cada vez menos gente respeitava ou seguia? O Papa Ratzinger imagina a Igreja do futuro como uma pequena minoria ignorada ou perseguida, à margem da ortodoxia do século. Provavelmente, não se engana. A julgar pelo que se passa, em Portugal, esse grande exílio não está longe.
in "Público" 08/02/2009 - Vasco Pulido Valente
Segundo o Diário de Notícias, em alguns sítios já se pensa mesmo em usar a Net. E com frequência os leigos tratam eles próprios das celebrações de Domingo (excepto da missa, como é óbvio). Ainda por cima, a idade e a doença limitam a actividade e a presença de muitos párocos residentes, que não podem ser substituídos.
Pouco a pouco, a Igreja vai desaparecendo do terreno no interior do país como, por outras razões, desapareceu das cidades do litoral. O padre da província, que era o centro da comunidade, o conselheiro, o guia, e frequentemente, a influência política decisiva deixou de existir. "As Pupilas do Sr. Reitor" e "O Crime do Pe. Amaro" pertencem agora a um mundo morto, como o clero militante que criou Salazar e até 1980 ainda se via fulminando o "marxismo" (pseudónimo do PS e do PC) e pedindo o voto na Aliança Democrática. Em balanço, Portugal não ganhou muito com isso. Embora inimiga irreconciliável do jacobino e do comunista -e, pior ainda, da liberdade - a, Igreja trazia uma vida a uma vida local melancólica e estéril uma certa forma e uma certa regra, que a "modernização" acabou por liquidar.
A chamada "crise de vocações" reflecte a nova riqueza, que por cá começou e chegar em 1960, e a genérica tolerância democrática que depois se estabeleceu. O seminário perdeu o extraordinário privilégio de ser o único caminho de promoção social. O padre perdeu o prestígio. E a Igreja perdeu o monopólio ideológico. Quem ia agora aceitar o sacrifício de si mesmo, quando se abriam oportunidades como nunca antes? Quem ia escolher a obscuridade e a renúncia, em nome de uma fé e moral, que cada vez menos gente respeitava ou seguia? O Papa Ratzinger imagina a Igreja do futuro como uma pequena minoria ignorada ou perseguida, à margem da ortodoxia do século. Provavelmente, não se engana. A julgar pelo que se passa, em Portugal, esse grande exílio não está longe.
in "Público" 08/02/2009 - Vasco Pulido Valente
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Várias religiões, uma religião
Caros amigos:
Mais uns apontamentos para colocar a pensar...
No outro dia surgiu a praça pública as palvaras (tiradas de contexto) do Sr. Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Que passo a citá-las para os mais esquecidos: "As raparigas que se casem com muçulmanos estão metidas numa carga de trabalhos."
Sinceramento acredito (e tenho autoridade suficiente para o dizer) o Sr. D. José Policarpo, não quis nunca deitar lenha para a fogueira. Quem pensa isso não tem noção do que é a religião.
A religião não é uma moda, não é política, não é dinheiro, não é para ser usada. A religião é para ser vivida.
Nenhuma religião procura a guerra ou os interesses.
Não acredito que o islão seja uma religião de guerra como querem para aí vender.
O que existe para o islão, existe para o cristianismo, hinduísmo, budismo.
Hoje existe uma campanha anti-religiosa, contra o espiritual. Querem fazer afastar o Homem do seu caminho espiritual e arrastá-lo para o caminho da matéria.
Andam todos muito preocupados com Direitos Humanos lá para as bandas do Oriente. Alguém já viu o que se passa aqui no Ocidente?
Quanto e quantos ainda não morrem de fome, estão na pobreza?
Alguém já perguntou às mulheres muçulmanas se gostam ou não gostam da burka?
E aqui, no ocidente, já viram quantas e quantas mulheres são maltratadas e ninguém diz nada? ninguém denuncia?
Não me venham essa cambada de jornalistas formatados pelo sistema, que de religião não percebem nada, retirar frases de contexto e só querem instalar o caos.
Digo isto, pois não tem sido só o Cardeal-Patriarca fustigado com isto.
Há muito tempo que defendo uma lei para regular a imprensa. Não é agora porque tenho ódio a alguém ou quero ganhar uns dinheiros a mais que difamo alguém. Onde está afinal o Código Deontológico dos Jornalistas? Que raio de formação tem eles nas universidades?
A religião defende a compaixão, a tolerância, a paz, o amor, a amizade. Não defende a guerra, a não ser que outros interesses ou outras forças o queiram defender, mas esses de espiritual e religioso não têm nada. Aliás não têm mesmo nada na cabeça.
Se de facto querem tolerância religiosa, aprendam através das diferenças de uns e de outros.
A tolerância só existirá de facto na Terra quando soubermos lidar com as diferenças de uns e de outros.
E não é a descarregar os nossos ódios pessoais nos da frente que chegamos lá.
É no nosso dia-a-dia... uns com os outros.
Pensem nisto, pelo menos...
Mais uns apontamentos para colocar a pensar...
No outro dia surgiu a praça pública as palvaras (tiradas de contexto) do Sr. Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Que passo a citá-las para os mais esquecidos: "As raparigas que se casem com muçulmanos estão metidas numa carga de trabalhos."
Sinceramento acredito (e tenho autoridade suficiente para o dizer) o Sr. D. José Policarpo, não quis nunca deitar lenha para a fogueira. Quem pensa isso não tem noção do que é a religião.
A religião não é uma moda, não é política, não é dinheiro, não é para ser usada. A religião é para ser vivida.
Nenhuma religião procura a guerra ou os interesses.
Não acredito que o islão seja uma religião de guerra como querem para aí vender.
O que existe para o islão, existe para o cristianismo, hinduísmo, budismo.
Hoje existe uma campanha anti-religiosa, contra o espiritual. Querem fazer afastar o Homem do seu caminho espiritual e arrastá-lo para o caminho da matéria.
Andam todos muito preocupados com Direitos Humanos lá para as bandas do Oriente. Alguém já viu o que se passa aqui no Ocidente?
Quanto e quantos ainda não morrem de fome, estão na pobreza?
Alguém já perguntou às mulheres muçulmanas se gostam ou não gostam da burka?
E aqui, no ocidente, já viram quantas e quantas mulheres são maltratadas e ninguém diz nada? ninguém denuncia?
Não me venham essa cambada de jornalistas formatados pelo sistema, que de religião não percebem nada, retirar frases de contexto e só querem instalar o caos.
Digo isto, pois não tem sido só o Cardeal-Patriarca fustigado com isto.
Há muito tempo que defendo uma lei para regular a imprensa. Não é agora porque tenho ódio a alguém ou quero ganhar uns dinheiros a mais que difamo alguém. Onde está afinal o Código Deontológico dos Jornalistas? Que raio de formação tem eles nas universidades?
A religião defende a compaixão, a tolerância, a paz, o amor, a amizade. Não defende a guerra, a não ser que outros interesses ou outras forças o queiram defender, mas esses de espiritual e religioso não têm nada. Aliás não têm mesmo nada na cabeça.
Se de facto querem tolerância religiosa, aprendam através das diferenças de uns e de outros.
A tolerância só existirá de facto na Terra quando soubermos lidar com as diferenças de uns e de outros.
E não é a descarregar os nossos ódios pessoais nos da frente que chegamos lá.
É no nosso dia-a-dia... uns com os outros.
Pensem nisto, pelo menos...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Uma questão de memória
Caros amigos:
Neste momento gostaria de vos falar na Moção de Sócrates, da Tomada de Posse do Presidente Obama, ou na conspiração que para aí anda espalhada sobre o Caso Freeport.
Não vou falar... até porque não deve ser essa a principal preocupação dos cidadãos.
Todos neste momento estamos esquecidos daquilo que está a acontecer em Vila do Conde com a Quimonda Portugal, que ontem declarou falência. São 1800 trabalhadores para a rua. Alguém fala neles, e no que lhes vai acontecer????????
E quantas empresas multinacionais em Portugal não estão para falir para ir para outras bandas, deixando famílias e famílias de mãos a abanar?
Disto ninguém fala, ninguém discute...
Todos andam preocupados com Freeport, Eleições, TGV e muitas outras coisas...
É para isto que elegemos os nossos governantes?
Neste momento gostaria de vos falar na Moção de Sócrates, da Tomada de Posse do Presidente Obama, ou na conspiração que para aí anda espalhada sobre o Caso Freeport.
Não vou falar... até porque não deve ser essa a principal preocupação dos cidadãos.
Todos neste momento estamos esquecidos daquilo que está a acontecer em Vila do Conde com a Quimonda Portugal, que ontem declarou falência. São 1800 trabalhadores para a rua. Alguém fala neles, e no que lhes vai acontecer????????
E quantas empresas multinacionais em Portugal não estão para falir para ir para outras bandas, deixando famílias e famílias de mãos a abanar?
Disto ninguém fala, ninguém discute...
Todos andam preocupados com Freeport, Eleições, TGV e muitas outras coisas...
É para isto que elegemos os nossos governantes?
sábado, 17 de janeiro de 2009
Branco/Nulo: a sua escolha
Caros amigos:
Depois de quase quatro anos a atravessar um período de águas turvas é chegado o momento de apresentar a candidatura do meu movimento às próximas eleições.
Todos sabemos o estado em que o país anda. Chegou ao terceiro estado: "o estado a que isto chegou".
A partir de hoje e até às eleições vamos apresentar razões pelas quais os cidadãos devem votar no Movimento Branco/Nulo.
Teremos como slogan: "Branco/Nulo: a sua escolha".
Neste sentido, estaremos disponíveis no Hi5 e aqui...
Se alguém quiser aderir basta comentar ou adicionar-nos no Hi5.
Neste espaço não teremos papas na língua e tudo será passado ao crivo sem escapar um grão...
Neste sentido como candidato eleitoral, declaro inaugurado este espaço e nas próximas eleições VOTE BRANCO/NULO, MAS VOTE
Depois de quase quatro anos a atravessar um período de águas turvas é chegado o momento de apresentar a candidatura do meu movimento às próximas eleições.
Todos sabemos o estado em que o país anda. Chegou ao terceiro estado: "o estado a que isto chegou".
A partir de hoje e até às eleições vamos apresentar razões pelas quais os cidadãos devem votar no Movimento Branco/Nulo.
Teremos como slogan: "Branco/Nulo: a sua escolha".
Neste sentido, estaremos disponíveis no Hi5 e aqui...
Se alguém quiser aderir basta comentar ou adicionar-nos no Hi5.
Neste espaço não teremos papas na língua e tudo será passado ao crivo sem escapar um grão...
Neste sentido como candidato eleitoral, declaro inaugurado este espaço e nas próximas eleições VOTE BRANCO/NULO, MAS VOTE
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Simplesmente...
Simplesmente, dedico este poema...
O Mar fala de ti
Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar
O Mar fala de ti
Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar
Tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr
Da fonte
E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar
Batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco à mercê
Dos temporais.
Eu sei que o mar mão me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Que te levei ao mar quando te vi
Eu sei que o mar mão me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Quem dele se perdeu
Assim que te perdi.
Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar
A onda que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa
Á nascente.
Talvez ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar
Que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé,
Senti que a alma é
Um oceano.
Album "Flor do Fado" de Mafalda Arnauth
Haja Coragem...
Haja coragem para dizer o que vai na alma
Haja coragem para nos assumirmos como portugueses
Haja coragem para defender aquilo que é nosso
Haja coragem para deitar abaixo este sistema que nos engole
Haja coragem para olharmos olhos nos olhos
Haja coragem para dizermos a verdade
Haja coragem para não sermos corruptos
Haja coragem para acabar com o sistema da cunha
Haja coragem para agarrarmos o touro pelos cornos
Haja coragem para não nos levarmos por sistemas dúbios
Haja coragem para dizer não a uma nova ordem que se instala à força
Haja coragem para defender a tolerância
Haja coragem para defender a solidariedade
Haja coragem para assunirmos a nossa essência humana
Haja coragem para assumirmos que estamos sozinhos
Haja coragem que temos que ser nós e não os outros
Haja coragem para dizer que estamos doentes e dementes
Haja coragem para dizer que inventamos coisas
Haja coragem para dizer que queremos dominar o outro
Haja coragem que só pensamos em sexo e futilidades
Haja coragem que andamos ao contrário
Haja coragem para dizer que a História faz-se, não se inventa
Haja coragem para dizer que somos o que somos
Haja coragem para dizer que estamos fartos de fascistas e comunistas
Haja coragem para dizer que estamos fartos deste capitalismo
Haja coragem para dizer que estamos fartos de ser enganados
Haja coragem para dizer que estamos fartos da Europa
Hajas coragem para dizer que não não gostamos destes novos habitantes
Haja coragem para dizer que estamos fartos
Haja coragem para dizer BASTA!!!!
Haja coragem para dizer que estamnos de ditaduras bem disfarçadas
HAJA CORAGEM!!!
HAJA CORAGEM!!!
Haja coragem para nos assumirmos como portugueses
Haja coragem para defender aquilo que é nosso
Haja coragem para deitar abaixo este sistema que nos engole
Haja coragem para olharmos olhos nos olhos
Haja coragem para dizermos a verdade
Haja coragem para não sermos corruptos
Haja coragem para acabar com o sistema da cunha
Haja coragem para agarrarmos o touro pelos cornos
Haja coragem para não nos levarmos por sistemas dúbios
Haja coragem para dizer não a uma nova ordem que se instala à força
Haja coragem para defender a tolerância
Haja coragem para defender a solidariedade
Haja coragem para assunirmos a nossa essência humana
Haja coragem para assumirmos que estamos sozinhos
Haja coragem que temos que ser nós e não os outros
Haja coragem para dizer que estamos doentes e dementes
Haja coragem para dizer que inventamos coisas
Haja coragem para dizer que queremos dominar o outro
Haja coragem que só pensamos em sexo e futilidades
Haja coragem que andamos ao contrário
Haja coragem para dizer que a História faz-se, não se inventa
Haja coragem para dizer que somos o que somos
Haja coragem para dizer que estamos fartos de fascistas e comunistas
Haja coragem para dizer que estamos fartos deste capitalismo
Haja coragem para dizer que estamos fartos de ser enganados
Haja coragem para dizer que estamos fartos da Europa
Hajas coragem para dizer que não não gostamos destes novos habitantes
Haja coragem para dizer que estamos fartos
Haja coragem para dizer BASTA!!!!
Haja coragem para dizer que estamnos de ditaduras bem disfarçadas
HAJA CORAGEM!!!
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