Cidade do Vaticano - Hoje a liturgia nos fala
sobre a liberdade do coração de Deus. Vivemos em um mundo onde nos são
exigidas carteirinhas, passaportes, enfim, tudo aquilo que registra
nossa pertença a alguma associação, a algum país e sem a apresentação
desse registro ficamos na rua, sem possibilidade alguma de ingressar no
local desejado.
Muitos
pensam desse modo em relação à religião e, pior ainda, também em
relação a Deus. Queremos enquadrar não apenas as pessoas, mas também
Deus.
Tanto o Livro dos Números quanto o Evangelho de Marcos comentam
esse modo de ser existente naqueles que foram chamados a ficar ao lado
de Deus, a participar de sua intimidade, e que se aborrecem porque
outras pessoas, que não são do grupo dos seguidores, de repente, estão
na intimidade do Senhor.
Em Números encontramos o caso de dois homens
que não haviam acompanhado o grupo dos escolhidos para receber o dom de
profetizar, começaram a fazê-lo no acampamento. Um jovem, preocupado
com o fato, foi avisar Moisés, imediatamente. O grande líder respondeu:
“Quem dera que todo povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor lhe
concedesse o seu espírito!”
Em São Marcos encontramos João dizendo a
Jesus que ele e seus companheiros havia encontrando um homem que estava
expulsando demônios, e que o haviam proibido de fazê-lo, por não ser do
grupo dos discípulos. Agindo do mesmo modo como Moisés, o Senhor
discorda desse gesto e diz: “Não o impeçais... Porque quem não é contra
nós é por nós.”
O Espírito de Deus - que sopra onde e quando quer - é
dado a todos, pois cada um dos seres humanos foi criado em um
particular gesto de carinho de Deus, o Pai de todos. Do mesmo modo, a
redenção de Jesus foi feita em nome de todos e para todos. Deus é livre
para se revelar a quem quiser, e manifestar de modo especial o seu amor.
Como
nos Atos dos Apóstolos, o Espírito Santo tocou a inteligência e o
coração de um pagão, e o fez desejar o Batismo. Nesse relato da
conversão do etíope, vemos o papel importantíssimo do Diácono Filipe ao
obedecer à inspiração de Deus e se aproximar do pagão.
Que em nossa vida sejamos facilitadores do amor de Deus e não coloquemos empecilhos à ação do Espírito Santo!
in news.va
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
Do Beato João Paulo II, papa
Na perfeição da sua natureza espiritual e em virtude da sua
inteligência, os anjos são chamados desde o princípio a conhecer a
Verdade e a amar o Bem, que conhecem muito mais plena e perfeitamente do
que ao homem é possível. Este amor mais não é do que o acto duma
vontade livre [...] que é sinónimo duma possibilidade de escolha a favor
ou contra esse mesmo Bem, ou seja, o próprio Deus. Nunca é demais
repetir o que já dissemos a seu tempo a propósito do homem: ao criar
livres os homens, Deus quis que, no mundo, se realizasse este amor
verdadeiro que só é possível tendo como base a liberdade; por isso quis
que a criatura, formada à imagem e semelhança do seu Criador (Gn 1,26),
pudesse assemelhar-se-Lhe da forma mais plena possível, a Ele que «é
amor» (1Jo 4,16). Ora, ao criar esses espíritos puros como seres livres,
Deus, na Sua Providência, não podia também deixar de prever a
possibilidade do pecado dos anjos. No entanto, precisamente porque a
Providência divina é Sabedoria eterna capaz de amar, Deus saberia tirar
da história deste pecado [...] o bem definitivo de todo o universo
recém-criado.
Com efeito, como afirma claramente a Revelação, o mundo dos espíritos puros está dividido em bons e maus. [...] Como havemos de compreender tal distinção? Os Padres da Igreja e os seus teólogos não hesitam em falar de uma cegueira produzida por uma sobrevalorização da perfeição do seu próprio ser, levada ao ponto de ofuscar a supremacia de Deus que, ao contrário, supunha uma atitude de submissão e de obediência. Tudo isso se encontra expresso de maneira concisa nas palavras «Não servirei!» (Jr 2,20), manifestação radical e irreversível da recusa em tomar parte na edificação do Reino de Deus no mundo criado. Satanás, o espírito rebelde, quer o seu próprio reino, não o de Deus, assim se erguendo em adversário primeiro do Criador, opondo-se à Sua Providência como antagonista da sabedoria cheia de amor de Deus. Desta revolta e deste pecado de Satanás, tal como do do homem, devemos tirar a seguinte conclusão, expressa nas sábias palavras da experiência da Escritura, que afirma: «O orgulho é causa de ruína» (Tb 4,13).
in evangelhoquotidiano.org
Com efeito, como afirma claramente a Revelação, o mundo dos espíritos puros está dividido em bons e maus. [...] Como havemos de compreender tal distinção? Os Padres da Igreja e os seus teólogos não hesitam em falar de uma cegueira produzida por uma sobrevalorização da perfeição do seu próprio ser, levada ao ponto de ofuscar a supremacia de Deus que, ao contrário, supunha uma atitude de submissão e de obediência. Tudo isso se encontra expresso de maneira concisa nas palavras «Não servirei!» (Jr 2,20), manifestação radical e irreversível da recusa em tomar parte na edificação do Reino de Deus no mundo criado. Satanás, o espírito rebelde, quer o seu próprio reino, não o de Deus, assim se erguendo em adversário primeiro do Criador, opondo-se à Sua Providência como antagonista da sabedoria cheia de amor de Deus. Desta revolta e deste pecado de Satanás, tal como do do homem, devemos tirar a seguinte conclusão, expressa nas sábias palavras da experiência da Escritura, que afirma: «O orgulho é causa de ruína» (Tb 4,13).
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
De Juliana de Norwich, mística inglesa
Na minha ignorância, surpreendia-me que a profunda sabedoria de Deus não
tivesse impedido o início do pecado, porque se o tivesse feito, pensava
eu, tudo estaria bem. [...] Jesus respondeu-me: «O pecado é inelutável,
mas tudo acabará em bem, tudo acabará em bem, todas as coisas,
quaisquer que sejam, acabarão em bem».
Com esta pequena palavra «pecado», Nosso Senhor apresentou-me ao espírito tudo o que não é bom: o desprezo ignóbil e as provações extremas que sofreu por nós ao longo da Sua vida e na Sua morte; todos os sofrimentos e as dores, corporais e espirituais, de todas as Suas criaturas. [...] Eu contemplei todos os sofrimentos que existiram ou existirão, e compreendi que a Paixão de Cristo era o maior, o mais doloroso de todos, e que a todos ultrapassa. [...] Mas não vi o pecado. Sei, pela fé, que ele não tem substância nem qualquer espécie de ser; só o poderemos reconhecer pelo sofrimento que causa. Percebi que este sofrimento é temporário: ele purifica-nos, leva-nos a conhecer-nos a nós mesmos e a gritar por misericórdia. A Paixão de Nosso Senhor fortifica-nos contra o pecado e o sofrimento: esta é a Sua santa vontade. No Seu terno amor por todos aqueles que serão salvos, Nosso Senhor reconforta-os pronta e suavemente, como se lhes dissesse: «É verdade que o pecado é a causa de todas estas dores, mas tudo acabará em bem: todas as coisas, quaisquer que sejam, acabarão em bem». Ele disse-me estas palavras com grande ternura, sem a mínima censura. [...]
Nestas palavras vi um mistério profundo e maravilhoso, oculto em Deus. Ele desvendará e far-nos-á conhecer esse mistério plenamente no céu. Quando o conhecermos, entenderemos por que razão permitiu a vinda do pecado a este mundo. E ao ver isto, regozijar-nos-emos por toda a eternidade.
in evangelhoquotidiano.org
Com esta pequena palavra «pecado», Nosso Senhor apresentou-me ao espírito tudo o que não é bom: o desprezo ignóbil e as provações extremas que sofreu por nós ao longo da Sua vida e na Sua morte; todos os sofrimentos e as dores, corporais e espirituais, de todas as Suas criaturas. [...] Eu contemplei todos os sofrimentos que existiram ou existirão, e compreendi que a Paixão de Cristo era o maior, o mais doloroso de todos, e que a todos ultrapassa. [...] Mas não vi o pecado. Sei, pela fé, que ele não tem substância nem qualquer espécie de ser; só o poderemos reconhecer pelo sofrimento que causa. Percebi que este sofrimento é temporário: ele purifica-nos, leva-nos a conhecer-nos a nós mesmos e a gritar por misericórdia. A Paixão de Nosso Senhor fortifica-nos contra o pecado e o sofrimento: esta é a Sua santa vontade. No Seu terno amor por todos aqueles que serão salvos, Nosso Senhor reconforta-os pronta e suavemente, como se lhes dissesse: «É verdade que o pecado é a causa de todas estas dores, mas tudo acabará em bem: todas as coisas, quaisquer que sejam, acabarão em bem». Ele disse-me estas palavras com grande ternura, sem a mínima censura. [...]
Nestas palavras vi um mistério profundo e maravilhoso, oculto em Deus. Ele desvendará e far-nos-á conhecer esse mistério plenamente no céu. Quando o conhecermos, entenderemos por que razão permitiu a vinda do pecado a este mundo. E ao ver isto, regozijar-nos-emos por toda a eternidade.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
De Discursos Esprituais de Santo Isaac, o sírio, monge de Nínive
Como podiam os seres criados contemplar a Deus? A visão de Deus é tão
terrível que o próprio Moisés afirma que teme e treme. Com efeito,
quando a glória de Deus apareceu no monte Sinai (Ex 20), a montanha
fumegava e tremia de medo sob o efeito da revelação; e os animais que se
aproximavam das suas encostas morriam. Os filhos de Israel
prepararam-se: obedecendo à ordem de Moisés, purificaram-se durante três
dias a fim de serem dignos de ouvir a voz de Deus e de ver a Sua
revelação. Ora, quando chegou o momento, não conseguiram assumir a visão
da Sua luz nem receber a força da Sua voz de trovão.
Mas, agora que Ele espalhou a Sua graça pelo mundo com a Sua vinda, não foi através de um tremor de terra, nem através do fogo, nem anunciando-Se com uma voz tonitruante que apareceu, mas antes como o orvalho sobre o velo (Jz 6,37), como uma gota que cai docemente no solo. Foi sob outra forma que Ele veio até nós. Com efeito, cobriu a Sua grandeza com o véu da carne e fez desta um tesouro; viveu entre nós nessa carne que a Sua vontade havia formado no seio da Virgem Maria, a Mãe de Deus, para que, ao vê-Lo semelhante a nós e a viver entre nós, não ficássemos atormentados pelo medo ao contemplá-Lo. Foi por isso que aqueles que se cobriram com as vestes nas quais o Criador apareceu, com esse corpo de que Ele se revestiu, se revestiram do próprio Cristo (Gl 3,27). Porque desejaram ter no seu homem interior (Ep 3,16) a mesma humildade com que Cristo Se revelou na Sua criação e nela viveu, como Se revela agora aos Seus servos. Em lugar das vestes de honra e glórias exteriores, eles adornaram-se com essa humildade.
in evangelhoquotidiano.org
Mas, agora que Ele espalhou a Sua graça pelo mundo com a Sua vinda, não foi através de um tremor de terra, nem através do fogo, nem anunciando-Se com uma voz tonitruante que apareceu, mas antes como o orvalho sobre o velo (Jz 6,37), como uma gota que cai docemente no solo. Foi sob outra forma que Ele veio até nós. Com efeito, cobriu a Sua grandeza com o véu da carne e fez desta um tesouro; viveu entre nós nessa carne que a Sua vontade havia formado no seio da Virgem Maria, a Mãe de Deus, para que, ao vê-Lo semelhante a nós e a viver entre nós, não ficássemos atormentados pelo medo ao contemplá-Lo. Foi por isso que aqueles que se cobriram com as vestes nas quais o Criador apareceu, com esse corpo de que Ele se revestiu, se revestiram do próprio Cristo (Gl 3,27). Porque desejaram ter no seu homem interior (Ep 3,16) a mesma humildade com que Cristo Se revelou na Sua criação e nela viveu, como Se revela agora aos Seus servos. Em lugar das vestes de honra e glórias exteriores, eles adornaram-se com essa humildade.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Das Homilias de São João Crisóstomo
O que é tido como loucura de Deus, é mais sábio que os homens, e o que é
tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens (1Cor 1,25). Sim,
a cruz é uma loucura e uma fraqueza, mas só aparentemente. [...] A
doutrina da cruz conquistou os espíritos de todo o mundo por meio de
pregadores ignorantes. Esta doutrina abriu uma escola onde não se
tratava de questões banais, mas de Deus e da verdadeira fé, da vida
segundo o Evangelho, e do julgamento futuro. Assim, a cruz transformou
em filósofos pessoas simples e iletradas. É por isso que a loucura da
cruz é mais sábia que a sabedoria dos homens. [...]
Como é que é mais forte? Porque se propagou pelo mundo inteiro, porque submeteu os homens ao seu poder e resistiu aos inumeráveis adversários que gostariam de ver desaparecer o nome do Crucificado. Pelo contrário, esse nome desabrochou e propagou-se. [...] Os seus inimigos pereceram, desapareceram; os vivos que combatiam um morto foram reduzidos à impotência. [...] Com efeito, os filósofos, os oradores, os reis, em suma, a terra inteira, não foi capaz de imaginar o que os publicanos e os pecadores conseguiram fazer pela graça de Deus. [...] Era pensando nisso que o apóstolo Paulo dizia: «o que é tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens». De outro modo, como teriam aqueles doze pescadores pobres e ignorantes imaginado semelhante empreendimento?
in evangelhoquotidiano.org
Como é que é mais forte? Porque se propagou pelo mundo inteiro, porque submeteu os homens ao seu poder e resistiu aos inumeráveis adversários que gostariam de ver desaparecer o nome do Crucificado. Pelo contrário, esse nome desabrochou e propagou-se. [...] Os seus inimigos pereceram, desapareceram; os vivos que combatiam um morto foram reduzidos à impotência. [...] Com efeito, os filósofos, os oradores, os reis, em suma, a terra inteira, não foi capaz de imaginar o que os publicanos e os pecadores conseguiram fazer pela graça de Deus. [...] Era pensando nisso que o apóstolo Paulo dizia: «o que é tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens». De outro modo, como teriam aqueles doze pescadores pobres e ignorantes imaginado semelhante empreendimento?
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
De Bento XVI, papa
Realmente Maria é a mulher da escuta: vemo-lo no encontro com o Anjo (Lc
1,26ss) e vemo-lo de novo em todas as cenas da sua vida, desde as bodas
de Caná, até à cruz e até ao dia do Pentecostes. [...] Já no momento da
Anunciação podemos captar a atitude de escuta: uma escuta verdadeira,
uma escuta que é interiorizada, que não se limita a dizer sim mas que
assimila a Palavra, que toma a Palavra, à qual se segue a verdadeira
obediência, porque a Palavra foi interiorizada, isto é, tornou-se
Palavra em mim e para mim. [...] Assim a Palavra torna-se encarnação.
Vemos o mesmo no Magnificat. Sabemos que é um tecido feito de palavras do Antigo Testamento. Vemos que Maria é realmente uma mulher da escuta, que conhecia a Escritura no seu coração. Não conhecia apenas alguns textos, mas identificava-se a tal ponto com a Palavra, que as palavras do Antigo Testamento se tornaram, sintetizadas, um cântico no seu coração e nos seus lábios. Vemos que a sua vida estava realmente imbuída da Palavra; tinha entrado na Palavra, tinha-a assimilado, e a Palavra tinha-se tornado vida nela, transformando-se depois de novo em Palavra de louvor e de anúncio da grandeza de Deus.
Nossa Senhora é palavra de escuta, palavra silenciosa, mas também palavra de louvor, de anúncio, porque na escuta a Palavra se torna de novo carne e assim torna-se presença da grandeza de Deus.
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Vemos o mesmo no Magnificat. Sabemos que é um tecido feito de palavras do Antigo Testamento. Vemos que Maria é realmente uma mulher da escuta, que conhecia a Escritura no seu coração. Não conhecia apenas alguns textos, mas identificava-se a tal ponto com a Palavra, que as palavras do Antigo Testamento se tornaram, sintetizadas, um cântico no seu coração e nos seus lábios. Vemos que a sua vida estava realmente imbuída da Palavra; tinha entrado na Palavra, tinha-a assimilado, e a Palavra tinha-se tornado vida nela, transformando-se depois de novo em Palavra de louvor e de anúncio da grandeza de Deus.
Nossa Senhora é palavra de escuta, palavra silenciosa, mas também palavra de louvor, de anúncio, porque na escuta a Palavra se torna de novo carne e assim torna-se presença da grandeza de Deus.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Da Beata Teresa de Calcutá, religiosa
Escuta em silêncio. Quando o teu coração transborda com um milhão de
coisas, não consegues ouvir a voz de Deus. Mas, assim que te pões à
escuta da voz de Deus no teu coração pacificado, ele enche-se de Deus.
Isso requer muitos sacrifícios, mas se temos realmente o desejo de
rezar, se queremos rezar, temos de dar este passo. Trata-se apenas do
primeiro passo, mas se não o dermos com determinação, nunca alcançaremos
a última etapa, a presença de Deus.
É por isso que a aprendizagem deve ser feita desde o início: escutar a voz de Deus no nosso coração; e Deus põe-Se a falar no silêncio do coração. Depois, da plenitude do coração sobe o que a boca deve dizer. Aí opera-se a fusão. No silêncio do coração, Deus fala e tu só tens de escutar. Depois, da plenitude do teu coração que se encontra repleto de Deus, repleto de amor, repleto de compaixão, repleto de fé, a tua boca falará.
Lembra-te, antes de falares, que é necessário escutar e só então, das profundezas de um coração aberto, podes falar e Deus ouvir-te-á.
É por isso que a aprendizagem deve ser feita desde o início: escutar a voz de Deus no nosso coração; e Deus põe-Se a falar no silêncio do coração. Depois, da plenitude do coração sobe o que a boca deve dizer. Aí opera-se a fusão. No silêncio do coração, Deus fala e tu só tens de escutar. Depois, da plenitude do teu coração que se encontra repleto de Deus, repleto de amor, repleto de compaixão, repleto de fé, a tua boca falará.
Lembra-te, antes de falares, que é necessário escutar e só então, das profundezas de um coração aberto, podes falar e Deus ouvir-te-á.
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